Sindusfarma

2017-12-13

Para indústria farmacêutica, vacinação em farmácia é bem-vinda e tende a reduzir custos

Veículo: Valor PRO

Jornalista: Stella Fontes

A permissão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à oferta de serviços de vacinação em qualquer estabelecimento de saúde no país, incluindo farmácias e drogarias, foi bem recebida pela indústria farmacêutica.

Na avaliação dos laboratórios, a medida amplia o acesso da população às vacinas e tende a reduzir custos, uma vez que há aumento na concorrência na prestação desse tipo de serviço.
“É positiva tanto do ponto de vista da população quanto de negócios. Tem todo o apoio da indústria, que defende a ampliação do acesso, se feito de maneira responsável”, diz o presidente-executivo do Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.

Para o executivo, os novos prestadores de serviços de vacinação terão de seguir os padrões impostos pela Anvisa e observar rigorosamente a legislação, sobretudo no que tange à necessidade de receita médica para aplicação de vacinas fora do calendário oficial.

No país, o mercado de vacinas é de natureza majoritariamente pública por causa do desempenho positivo do Programa Nacional de Imunização (PNI), considerado referência mundial em políticas de saúde pública. Com a oferta em drogarias e farmácias, a tendência é de redução dos custos das vacinas, no rastro da maior concorrência, conforme Mussolini. “Veja a questão dos genéricos, cujos custos caíram com a concorrência”, compara.

Além da maior concorrência, os próprios varejistas devem aumentar a pressão por redução de custos. “A indústria sabe trabalhar com isso e fixar margens em ambientes mais competitivos”, acrescenta o executivo.