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2018-02-26

Fábrica do Instituto Butantan vai produzir seis novos remédios

Veículo: DCI

O governador Geraldo Alckmin anunciou na sexta-feira (23), aniversário do Instituto Butantan, a construção de uma fábrica para o desenvolvimento de seis medicamentos a serem fornecidos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A implantação da nova unidade será feita por meio de parceria entre o Instituto, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, e a farmacêutica Libbs, empresa 100% nacional.

“O Butantan nasceu pequeno para combater a epidemia de peste bubônica no Porto de Santos e hoje é o maior instituto soroterápico da América Latina”, disse o governador. “Por meio dessa nova parceria, teremos investimento privado na construção de uma fábrica para medicamentos de alto custo para câncer e doenças autoimunes, depois com a transferência de tecnologia para o Butantan por meio de PPP”, afirmou o governador.

O laboratório industrial de anticorpos monoclonais será construído numa área de 800 m² e a obra terá duração de dois anos. O projeto executivo já foi concluído e a contratação da obra será iniciada com o incentivo de R$ 40 milhões da empresa parceira.

Este laboratório novo será responsável pela produção de pelo menos seis produtos que já possuem Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP) aprovadas junto ao Ministério da Saúde, que também possibilitaram a produção de duas novas vacinas.

Novidade Coma nova fábrica, o Butantan estará em condições de produzir o primeiro medicamento biossimilar do Trastuzumabe do Brasil, conforme o compromisso de parceria entre o Instituto, o Ministério da Saúde e a Libbs. A expectativa da parceria é aumentar o acesso ao tratamento de alto custo de câncer de mama HER2 .

A parceria envolverá a transferência de tecnologia do anticorpo monoclonal Trastuzumabe da Libbs para o Instituto Butantan, com o fornecimento deste produto de alto custo ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Anticorpos monoclonais são utilizados para o tratamento de câncer e doenças autoimunes. Esses medicamentos produzidos em laboratório agem por meio do reconhecimento seletivo de alvos moleculares.