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2018-09-14

Empresas Mais: Roche, EMS e Aché são melhores farmacêuticas

Veículo: O Estado de S.Paulo
 
O prêmio Estadão Empresas Mais 2018 foi entregue nesta quinta-feira (13), em São Paulo. Na categoria “Farmacêutica”, a Roche ficou em 1º, seguida por EMS (2º) e Aché (3º).

Na categoria “Inovação”, a Hypera Pharma ficou em 2º e o Aché, em 3º. Nesta categoria, o Aché também foi premiado em duas práticas: “Disponibilidade e Uso de Recursos” e “Condições ambientais”.
 
No setor “Saúde”, foram escolhidos Rede D’Or São Luiz (1º), Grupo Fleury (2º) e Fundação Butantan (3º).
 
As duas grandes "vencedoras do ano" são a rede Raia Drogasil, na categoria empresa; e Raízen, na categoria grupo econômico.
 
O prêmio Empresas Mais contempla as companhias de melhor resultado e impacto positivo na economia, em 23 setores. Foram analisadas 3,6 mil empresas brasileiras, numa iniciativa do jornal O Estado de S.Paulo, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração) e a Austin Rating.


Inovação é a alma do negócio

28/09/2018Como ocorre há anos, o segmento da saúde tem se revelado um oásis se comparado a outros setores econômicos. Em 2017, diferentemente de boa parte das indústrias, muitas atividades ligadas à área conseguiram atingir índices de crescimento de dois dígitos. “O ano passado foi bastante positivo e representativo para a Roche. Foi um período em que fortalecemos nosso foco em acesso à saúde e buscamos inovação para criar soluções conforme as necessidades médicas não atendidas. Trabalhamos com organizações e governos para que os pacientes tenham cada vez mais acesso a prevenção, diagnóstico e tratamento”, avalia Rolf Hoenger, presidente da Roche no Brasil, que ocupa o primeiro lugar no ranking Estadão Empresas Mais.

Em 2017, a divisão farmacêutica da empresa registrou crescimento de 18,5%, totalizando faturamento de R$ 3,1 bilhões. “Nosso grande diferencial em relação aos concorrentes é a inovação. Nosso aporte anual equivale a 20% do faturamento e, em nossas pesquisas, buscamos antecipar e desenvolver soluções cada vez mais completas”, diz Hoenger.

Nos últimos três anos, a companhia, que investiu mais de R$ 360 milhões em pesquisa clínica no País, mantém cerca de 240 centros independentes envolvidos em 70 estudos clínicos nas áreas de oncologia e neurologia, entre outras, contando com a participação de mais de mil pacientes brasileiros. Como resultado, o executivo cita como exemplo o desenvolvimento de importantes drogas que ampliaram o arsenal terapêutico contra o câncer de mama metastático.

Capacitação profissional

Outro destaque da categoria é a EMS, segunda colocada no ranking. Com mais de 50 anos de história, a maior indústria farmacêutica brasileira foi pioneira na produção e comercialização de medicamentos genéricos no País, em 2000. E está consolidada na liderança desse segmento desde 2013. Em 2017 a unidade de negócios genéricos respondeu por 33% do faturamento da EMS. “A empresa também se destaca na área de Prescrição Médica, unidade de negócios que mais cresce na companhia, com forte atuação nos segmentos de cardiologia, neurologia e saúde feminina”, comenta Marcus Sanchez, vice-presidente institucional da EMS. Outro fator que contribui para o bom resultado é o portfólio, com mais de 2,6 mil apresentações de produtos. “Também apostamos em pesquisa e lançamentos de produtos e infraestrutura fabril. Cerca de 6% do faturamento anual é investido em nosso centro de P&D, que possui mais de 400 pesquisadores.”
 
Inovação também é palavra de ordem no laboratório Aché, terceiro colocado no levantamento, que, em 2017, totalizou R$ 3 bilhões em receita líquida, crescimento de 10,5% em relação a 2016. Desde 2012, o Aché participa, com outras três empresas farmacêuticas nacionais, de uma joint venture chamada Bionovis, cujo objetivo é promover a pesquisa, o desenvolvimento, a produção e a comercialização de biofármacos, que são medicamentos obtidos a partir do emprego da tecnologia do DNA recombinante, utilizando células para a produção de proteínas terapêuticas. “Atualmente, nove medicamentos estão em desenvolvimento e serão destinados ao tratamento de alguns tipos de câncer, doenças autoimunes e esclerose múltipla”, diz a presidente Vânia Nogueira de Alcantara Machado.

Além disso, em 2017, o laboratório lançou 30 produtos, criou 247 postos de trabalho e ofereceu mais de 240 mil horas de treinamento e capacitação aos seus colaboradores, somando aporte de R$ 31 milhões.