Fundado em 26 de abril
de 1933, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos
no Estado de São Paulo (Sindusfarma) tem como principal
objetivo estudar, coordenar e proteger legalmente a categoria,
assim como colaborar com os poderes públicos e demais
associações no sentido de buscar a solidariedade
social e o atendimento aos interesses nacionais.
Congrega, atualmente, 108 empresas, associadas que foram responsáveis por cerca de 80% do faturamento da indústria farmacêutica no ano 2004. Entre os seus principais desafios atuais está a busca de um novo posicionamento para a indústria farmacêutica, de forma a permitir que o seu relacionamento com os órgãos de governo e com toda a sociedade sejam pautados pelo correto entendimento das características da sua atuação e da sua importância para o país, seja do ponto de vista de saúde pública, seja do ponto de vista da sua contribuição para o PIB.
Em 2003, o SINDUSFARMA completou 70 anos de existência, em pleno vigor de suas forças, acompanhado de perto por seus associados.
Não é tradição entre nós, comemorar o aniversário de criação de nossa entidade, razão pela qual a Diretoria excepcionalmente decidiu festejar esta data. Afinal são 7 décadas de existência, período tão longo que poucas são as instituições que conseguem manter-se e, ainda mais, atuando em sua plenitude.
SINDUSFARMA - "7 DÉCADAS"- O REGISTRO DE NOSSA HISTÓRIA

Nestes 70 anos de SINDUSFARMA foi possível acompanhar o espetacular desenvolvimento da Medicina e da Farmácia, em cujo contexto se insere a Indústria Farmacêutica, e modestamente nossa própria entidade.
A Diretoria, consciente da importância de registrar algumas passagens históricas do processo evolutivo do SINDUSFARMA, deliberou editar o livro "SINDUSFARMA 7 décadas".
No referido
compêndio estão reproduzidos alguns fragmentos de
nossa vida associativa, com registros particulares extraídos
das atas de reuniões de diretoria, fotos de solenidades
e eventos, relatos e depoimentos de ilustres companheiros que
vivenciaram passagens relevantes.
No "SINDUSFARMA 7 décadas" estão consolidados
alguns feitos dos mais destacados líderes de nossa entidade,
com citações especiais para Candido Fontoura, Fausto
Spina, Omilton Visconde e Gianni Samaja.
A esses mitos do SINDUSFARMA e da Indústria Farmacêutica, nosso pleito de gratidão e de reconhecimento, na certeza de que seus esforços, inteligência, atitudes e convicções em muito contribuíram para a projeção de nossa categoria e bem estar da população brasileira.
O compêndio foi distribuído a todos nossos associados, colegas e amigos do SINDUSFARMA.
A seguir estão reproduzidos alguns tópicos extraídos do material publicado no livro: SINDUSFARMA - 7 DÉCADAS.
Explicar ou tentar encontrar razões pelas quais o SINDUSFARMA tem-se mantido ativo, sóbrio, pujante e, ao mesmo tempo, reconhecido pelos seus associados ao longo desses 70 anos, certamente não é uma tarefa fácil.
Provavelmente será mais fácil encontrar alguns motivos que justificam uma empatia, ora relacionada com líderes expoentes de nossa categoria, ora relacionada com a qualidade e excelência de seus serviços.
Essa empatia, essa liderança, essa magia, já dura 70 anos e muito provavelmente superou os ideais traçados por Candido Fontoura e seus companheiros, que em 26 de abril de 1933 resolveram criar uma entidade para defender os interesses de uma categoria emergente na sociedade paulistana, paulista e brasileira.
O objetivo de seus fundadores era o de amparar seus associados para poderem prestar melhores serviços à população, sempre em estreita atuação com as autoridades constituídas.
Sendo a 1ª entidade brasileira da categoria dos fabricantes e importadores de produtos químicos e farmacêuticos, criada em período de crises política e econômica profundas, é admissível que seus fundadores tinham a presunção de prognosticar um futuro promissor e longevidade para nossa entidade. É também presumível que não tenham imaginado que chegasse tão longe.
A sobrevivência da entidade no período imediato à sua criação, assim como durante a 2ª Guerra Mundial, demonstrou claramente que tanto seus criadores como seus sucessores tinham consciência e forças para superar inúmeras dificuldades.
Enfrentar e superar dificuldades, encarar desafios e oportunidades tem sido uma constante para a nossa entidade e para nossa categoria no decorrer destes 70 anos de existência do SINDUSFARMA.

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do livro em PDF
O VALOR DE NOSSO TRABALHO NA GUERRA CONTRA AS DOENÇAS
A Indústria Farmacêutica utiliza muitos vocábulos usuais dos militares em períodos de conflitos bélicos, tais como armas, lutas, conquistas, batalha, arsenal, dentre outros. É relativamente fácil fazer uma correlação entre a linguagem militar com aquela da indústria farmacêutica na guerra contra as doenças. Também é comum fazer-se análise das vitórias conquistadas.
Embora nossa linguagem possa ser caracterizada como figurada, as grandes vitórias nas guerras contra as doenças começaram pouco antes da criação do SINDUSFARMA. Alguns marcos foram fixados logo após a 1ª Guerra Mundial, com algumas vacinas, e o surgimento das sulfas.
Atualmente,
quando quase todo o noticiário da mídia se refere
às operações militares, talvez seja o momento
de se fazer um balanço geral, analisando alguns feitos
e fracassos na guerra contra as doenças.
De um modo geral, tanto nas guerras militares como naquelas contra
as doenças ganham-se batalhas isoladas, que somadas definem
o vencedor. Muitos vencidos se rendem com facilidade, outros resistem
por longos períodos, alguns desaparecem em definitivo,
outros recrudescem ainda mais agressivos.
BATALHAS VENCIDAS
No campo da saúde muitas batalhas foram vencidas, outras estão com os dias contados, uma grande parcela ainda resiste e algumas mal as conhecemos. Certamente novas moléstias ainda surgirão, para as quais nem sequer conhecimento delas temos no momento.
As batalhas vencidas com sucesso estão registradas e consolidadas, dentre as quais se incluem aquelas contra a varíola, a paralisia infantil, algumas infecções e muitas parasitoses.
Dentre as batalhas parcialmente vencidas estão, principalmente, aquelas contra as infecções resistentes, a hipertensão e enfermidades respiratórias.
As batalhas que ainda estamos perdendo são aquelas contra muitas viroses, a diabete, o mal de Alzheimer, o parkinsonismo e, contra a grande maioria das formas de câncer.
COMO VENCER AS BATALHAS E A NOSSA GUERRA?
Esta
pergunta provocativa, generalizada, assusta-nos.
Nas batalhas que temos que encetar, a primeira arma a ser usada
é a da educação sanitária, para combater
as doenças que tenham causa e desenvolvimento conhecidos,
para as quais são também conhecidas as formas de
tratamento. Com programas de educação sanitária
temos muitas chances de sucesso contra infecções,
diarréias, AIDS, e muitas parasitoses. Programas de educação
sanitária mais aperfeiçoados do que temos atualmente
reduzirão em muito os elevados índices de mortalidade
infantil de algumas regiões do Brasil.
A prevenção, conquanto muito sucesso já tenha sido conseguido nos programas de vacinação contra a varíola, paralisia infantil, difteria e sarampo, ainda tem muito que evoluir, especialmente na área pediátrica e para idosos. O programa de prevenção da AIDS talvez seja o mais bem sucedido dos últimos tempos em nosso país.
A cirurgia, tem sido uma arma de enorme eficácia na correção de desvios da saúde, onde a enfermidade já está instalada e sem chance de remissão por medicamentos. Resultados espetaculares tem sido registrados pelo uso das técnicas cirúrgicas, que inclusive colocam o Brasil em posição de destaque no cenário mundial.
Certamente a arma mais poderosa na luta contra as doenças é o medicamento. O arsenal disponível para o diagnóstico, prevenção e tratamento de moléstias é enorme, apesar de ainda insuficiente.
A elevação gradual da longevidade, com melhor qualidade de vida, tem sido vinculada diretamente à descoberta de fármacos, que deram origem a novos medicamentos. O processo evolutivo no campo das ciências da saúde, não tem fim e muitas novidades serão disponibilizadas em breve.
As pesquisas na área da biotecnologia e da engenharia genética prometem armas poderosas contra as mais resistentes doenças que nos afligem. Muito provavelmente, nossa biodiversidade também contribuirá para incluir outras novidades no arsenal terapêutico.
Omilton
Visconde Júnior
Presidente