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04/05/2022
ESG: “Indústria farmacêutica tem uma pauta importante para avançar”; Lupa lança categoria sobre o tema

A indústria farmacêutica tem uma pauta importante para avançar em diversidade e inclusão no contexto das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Esta ideia resume a visão geral dos participantes do encontro do Sindusfarma que abordou a questão nesta quarta-feira (4) e apresentou a nova categoria do Prêmio Lupa de Ouro 2022: Melhor Projeto de ESG na Indústria Farmacêutica.

A nova categoria ESG do Lupa de Ouro vai avaliar as empresas do setor em três dimensões: Intenção (ESG na estratégia, cultura e valores da empresa), Esforço (recursos e processos alocados para as práticas) e Resultado (exemplo de iniciativas com métricas dos impactos na organização, ambiente e sociedade). A metodologia da premiação foi apresentada por Jacques Moszkowicz, líder de Indústria de Saúde na Strategy&, ligada à PwC Brasil. As inscrições para o Prêmio começam no dia 9/5. Saiba mais sobre ESG no Lupa.

“A inclusão racial é um tema por si só, pois os negros são a maioria da população brasileira, que foi excluída durante séculos", disse Theo Van Der Loo, da NatuScience. "São talentos que não estão sendo aproveitados [pelas empresas] em virtude da falta de inclusão e diversidade, não apenas racial, de gênero, PCD, LGBT, todas as formas de diversidade”, afirmou o executivo, que comandou subsidiárias de grandes indústrias farmacêuticas no Brasil e em outros países.

Para Theo, a indústria farmacêutica tem que investir na questão racial e de gênero. “Vejo muito espaço, muita vontade para avançar bastante nessa pauta”.

A consultora do Grupo de Diversidade do Sindusfarma, Altamira Simões, também destacou a importância de as empresas do setor aumentarem a inclusão de grupos e populações “num espaço que configure equidade”.

Segundo Altamira, o respeito à região onde as empresas estão inseridas precisa ser prioridade. “É preciso escutar a população, ter um repertório que dialogue diretamente com as pessoas, respeitar a relação afetiva que as pessoas têm com o território”, afirmou.

A atuação da Novo Nordisk em Montes Claros é um bom exemplo do que a indústria farmacêutica instalada no país já desenvolve em termos de ESG.

O vice-presidente corporativo da Novo Nordisk, Reinaldo Xisto, comentou os objetivos e o “modo de trabalhar” da empresa, focados na integração com a comunidade, em boas práticas ambientais e de governança. "Não temos o resultado como foco primordial, mas sim como consequência do nosso propósito".

Reinaldo Xisto apresentou a visão estratégica da empresa para 2040, orientada pelos pilares Pessoas, Conexão e Produtividade. Entre as metas, ter um altíssimo grau de humanização, nenhum impacto ambiental e processos decisórios ágeis, flexíveis e inclusivos.

Pilar social

Desde 2020, o pilar social do ESG é o mais relevante para a indústria farmacêutica e de biociências, informou Cintia Cespedes, gerente sênior de Sustentabilidade e ESG da PwC Brasil, baseada em pesquisa do Health Research Institute.

Cintia citou outra pesquisa recente – CEO Survey 2022 – que destaca a instabilidade macroeconômica e a desigualdade social como duas das principais ameaças apontadas por CEOs para o desempenho das empresas no Brasil. “Isso escancara o desafio de acesso e preço que atinge o setor farmacêutico”, disse.

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, falou na abertura do evento. “Como costumo dizer, a indústria farmacêutica faz saúde em caixinha e tem que se preocupar com a governança, as questões sociais e o meio ambiente”. 

O encontro foi organizado e apresentado por Fábio Moreira, consultor da área de Inteligência e Business Support do Sindusfarma. Também participou do evento Bruno Porto, sócio da PwC Brasil.

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