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30/06/2020
Novo Nordisk quer fornecer remédio contra obesidade ao SUS

Veículo: Valor Econômico

Jornalista: Ana Paula Machado 

A Novo Nordisk faz um esforço no Sistema Único de Saúde (SUS) para o fornecimento de medicamentos para o tratamento da obsidade mórbida. Hoje, esse tipo de remédio não é oferecido pela saúde pública e, segundo o vice-presidente corporativo e gerente geral da Novo Nordisk no Brasil, Allan Finkel, grande parte do faturamento da companhia vem do mercado privado que, além de remédios para obesidade, fornece insulinas mais modernas e medicamentos para a diabetes. 

“Iniciamos uma conversa com o Ministério da Saúde para mostrar que obesidade é uma doença crônica e que tem um impacto grande em qualidade de vida e saúde da população, 57% tem sobrepeso. Outra frete é a introdução no SUS de insulinas mais modernas que acabamos de lançar no país

A Novo Nordisk é a maior fabricante de insulinas da América Latina e grande parte da produção é destinada ao SUS. Finkel disse que no ano passado, o órgão começou a distribuir a insulina em canetas, após uma companhia junto com o Ministério da Saúde. “O SUS, até o ano passado, distribuia as insulinas em frascos aos pacientes. E esse dispositivo é fabricado no Brasil na unidade de Montes Claros, em Minas Gerais. Esse trabalho vamos fazer com as outras insulinas mais modernas que incorporamos em nosso portfólio no Brasil.” 

Neste mês, a Novo Nordisk lançou no país uma insulina que, segundo o executivo, melhora a qualidade de vida do paciente. Isso porque, o medicamento pode ser consumido pouco tempo antes das refeições. O paciente com diabetes tipo 1, o pâncreas não produz insulina, por isso deve aplicá-la um tempo antes de comer e na quantidade necessária para metabolizar a glicose. 

“Se não comer a quantidade prevista, tem que compensar com algum outro alimento porque já aplicou a insulina. A vantagem dessa que estamos lançando é que o paciente pode aplicar na hora em que vai comer ou ate alguns minutos depois. É uma grande inovação e faz com que o paciente se aproxime da vida normal”, explicou o executivo. 

Essa insulina ainda não é produzida no Brasil, entretanto, Finkel não descarta trazer essa inovação para a fábrica de Montes Claros. “Pode vir a produzir, temos oportunidade de trazer novas insulinas para o Brasil. Hoje, esse produto é fabricado na Dinamarca”, ressaltou. 

Segundo Finkel, a unidade brasileira é a maior da América Latina e é base de exportação de alguns tipos de insulina da companhia. Para se ter uma ideia, reforça o executivo, 15% de toda a insulina consumida por pacientes do mundo é proveniente dessa fábrica. “O Brasil se tornou em um mercado muito importante para a companhia, não somente por ser uma base produtiva. O nosso plano é lançar um medicamento inovador por ano neste mercado.” 

A operação brasileira hoje está entre as 10 maiores para a Novo Nordisk. Há quatro anos, o país figurava entre os 15 mais importantes para a companhia. Segundo Finkel, a meta é crescer em 50% a receita da subsidiária em três anos. No ano passado, a farmacêutica faturou R$ 1 bilhão, segundo dados da consultoria especializada no setor farmacêutico IQVIA. 

“O SUS tem uma importância grande em nossa receita, em função das insulinas. Mas a venda para o mercado privado é maior que para o governo, porque medicamentos para obesiddade e diabetes mais modernos que não são reembolsados pelo SUS e há uma parcela grande desse mercado.” 

A empresa tem em seu portfólio, além de produtos para obesidade, diabetes e insulinas, remédios para hemofilia, fatores de coagulação, transtorno do crescimento

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