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07/07/2020
Novartis inicia teste para covid-19 no país

Veículo: Valor Econômico

Jornalista: Ana Paula Machado

A farmacêutica Novartis vai iniciar os estudos clínicos do fosfato ruxolitinibe, usado no tratamento da mielofibrose, para a covid-19. Segundo o presidente da subsidiária brasileira, Renato Carvalho, o Brasil deverá fazer parte da pesquisa. O protocolo para há 46 minutos Empresas os testes já foram aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e agora, está na fase de recrutar pacientes.

Carvalho ressaltou que a pesquisa será feita em pessoas que estejam em estágio de moderado a grave da doença. “Esse remédio, que é usado em um tipo de câncer, pode impedir que o paciente evolua para uma condição mais grave e necessite de respiradores”, disse o executivo. Segundo ele, esse é o um dos dois estudos clínicos feitos pela Novartis para o tratamento da covid-19 em andamento no mundo.

No Brasil, o estudo randomizado será realizado em parceria com sete centros de pesquisa e contará com a participação de 60 pacientes. Além do Brasil, este ensaio será feito também nos Estados Unidos, nos maiores países da Europa, Colômbia, Peru, Argentina e no México.

Carvalho informou que os pacientes diagnosticados com covid-19 tem níveis substancialmente elevados de citocinas, levando a um estado de hiperinflamação. De acordo com a Novartis, a base para avaliar o ruxolitinibe na “tempestade de citocinas” relacionadas ao coronavírus são os dados já existentes que mostram que a droga pode reduzir esses níveis e efeitos das citocinas pró-inflamatórias em pacientes com mielofibrose.

Outro caso que o medicamento teve bons resultados foi em pacientes com uma síndrome hiperinflamatória com perfil de citocina semelhante ao observado em pessoas com covid-19. “Estas linhas de evidência sugerem que o ruxolitinibe poderia mitigar os efeitos da tempestade de citocinas derivada do novo coronavírus.” Outra frente de estudos da Novartis é o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19. Segundo Carvalho, a farmacêutica firmou parceria com o Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos e, pelo acordo, a empresa irá oferecer a tecnologia de terapias gênicas para o projeto.

O executivo ressaltou que a Novartis se desfez da unidade de vacinas já há algum tempo. Para ingressar no programa do hospital americano, forneceu a tecnologia que dispõe. “Unidade de negócios de terapia gênica e esse estudo prevê que essa potencial vacina use essa tecnologia. Estamos ainda nos primeiros passos do projeto, mas acreditamos ser promissores”, disse Carvalho.

Segundo o laboratório, o contrato prevê a fabricação da nova vacina genética para a covid-19. A AveXis, que é o braço dessa tecnologia da Novartis, começará a produção da vacina ainda este mês para ser usada nos estudos clínicos, enquanto passa por testes adicionais de segurança e eficácia em estudos pré-clínicos que ocorrem em instituições médicas acadêmicas nos Estados Unidos.

“O caminho da ciência para combater a covid-19 é a vacina. Mas, precisa de uma estrutura de longo prazo porque os investimentos para a produção são altos. Quando há demanda como agora, os governos querem o desenvolvimento e uma solução mais rápida. Quando a crise passa, diminui essa demanda. A oferta e a demanda não são casadas”, disse.

Segundo ele, é importante discutir um nível de investimento mais constante nessa área independente de oferta e demanda. “Investimento em ciência e inovação tem que ser mais regular durante o tempo e isso tem que ser debatido pela sociedade. É uma questão de política pública.” 

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