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03/03/2014
Estado de São Paulo perde 70 fábricas em cinco anos
Veículo: O Estado de S.Paulo 

Jornalista: Mônica Scaramuzzo

Um levantamento do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), com base em dados obtidos no Ministério do Trabalho, mostra que o número de fábricas produtoras de medicamentos caiu de 253 unidades em 2007 para 183 em 2012 em São Paulo. “O Estado perdeu 70 fábricas e pode perder ainda mais”, disse Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma.

Segundo Mussolini, boa parte dessas unidades foi fechada e outras foram transferidas para outros Estados, atraídas por incentivos fiscais.

Os casos mais recentes foram os da Hypermarcas, que está concentrando sua produção farmacêutica em Anápolis( GO). A empresa fechou três unidades – DM e Farmasa, na Grande São Paulo, e a Luper, em Bragança Paulista (SP).

A Pfizer, que possui três unidades produtoras– emItapevie Guarulhos (Grande São Paulo) e 40% da Teuto, em Anápolis –, poderá transferira produção de saúde humana da unidade de Guarulhos para Goiás, segundo fontes de mercado. A Pfizer informou que, até o momento, não há uma decisão final sobre a fábrica de Guarulhos. Atualmente, a unidade é compartilhada entre Pfizer e Zoetis (divisão de saúde animal que pertencia à multinacional, mas que foi separada no ano passado após cisão dos negócios).

“Muitos Estados têm atraído indústrias com incentivos, como Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Já alertamos o governo do Estado de São Paulo sobre isso”, disse Mussolini.

Custos de produção

Para Mussolini, outro fator que tem preocupado as indústrias é o aumento do custo de produção do setor.“ Em 2013, os custos aumentaram entre 13% e 18%, enquanto o aumento médio dos medicamentos no ano ficou em 3,56%”, disse. Para este ano, o aumento dos medicamentos deverá ficar entre 2,5% e 3%, mas os custos deverão superiores a dois dígitos. “Isso pode colocar em risco o futuro do setor. Os investimentos poderão ser menores”, afirmou.

As indústrias cresceram a uma média de 17% ao ano entre 2011 e 2013, segundo o IMS Health. Até 2018, a previsão da expansão média é de 13% ao ano. A expectativa do setor é superar até 2018 R$ 100 bilhões (sem incluir os descontos) em vendas no varejo.
 
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