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29/05/2014
Anvisa e Ministério do Meio Ambiente estudam onde e como descartar remédios vencidos
Veículo: “A Voz do Brasil” – Rede Nacional de Emissoras de Rádio

Apresentadora Kátia Sartório: Um projeto da Anvisa e do Ministério do Meio Ambiente estuda onde e como descartar remédios vencidos e que não servem mais.

Apresentador Luciano Seixas: A ideia é orientar não só os consumidores, mas também os fabricantes na hora de jogar fora os medicamentos.

Repórter Carolina Rocha: Para manter a saúde em dia em seus 86 anos, D. Dalva Souza tem uma rotina diária de consumo de medicamentos. Além da atenção com o horário de tomar cada remédio, D. Dalva fica sempre atenta às datas de validade. Ela conta que tem dúvidas na hora de jogar fora os medicamentos vencidos.

Entrevistada - Dalva Souza: Eu juntei muito colírio vencido e aberto, e não sabia o que fazer. Pus no saquinho e pus no lixo.

Repórter Carolina Rocha: O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, fala dos riscos do descarte inadequado de remédios. Para ajudar a população a descartar medicamentos de maneira adequada, o Ministério do Meio Ambiente, junto com a Anvisa, quer implantar um sistema para que os remédios vencidos ou não mais utilizados retornem às indústrias através de toda a cadeia produtiva. É o processo conhecido como logística reversa. Ney Maranhão, do Ministério do Meio Ambiente, explica que a ideia é dividir as responsabilidades entre cada elo do setor.

Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente - Ney Maranhão: “Os laboratórios, as farmácias, os distribuidores e até mesmo o consumidor final estão envolvidos nesse processo de ter responsabilidade. Começando pelo consumidor, ele vai ter a responsabilidade de devolver nos lugares adequados os medicamentos que estão vencidos ou que ele não queira mais fazer uso. As farmácias, por sua vez, deverão coletar todo esse material e fazer a entrega à indústria, ou seja pela cadeia de logística dessa indústria, quer dizer, têm empresas que são especializadas nas distribuição dos medicamentos para as farmácias, né, e os hospitais também terão que fazer essa devolução para as indústrias, que se encarregarão então da destruição final desses medicamentos”.

Repórter Carolina Rocha: O Ministério do Meio Ambiente recebeu propostas de organizações ligadas ao comércio de medicamentos para implantar a logística reversa. O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, Sindusfarma, participou com sugestões. Nelson Mussolini, presidente executivo do sindicato, explica que a proposta das indústrias se baseou em três fatores.

Presidente do Sindusfarma - Nelson Mussolini: “A responsabilidade do consumidor, do comprador do medicamento a devolver para a farmácia aquilo que ele não utilizou ou que venceu na sua casa, a responsabilidade da farmácia devolvendo ao seu distribuidor e o distribuidor em devolver à indústria, que tem a obrigação de dar a destinação correta. Destinação correta pode ser incineração ou pode ser aterro sanitário classe 1 ou classe 2, dependendo do tipo do produto”.

Repórter Carolina Rocha: O Ministério do Meio Ambiente vai avaliar as propostas recebidas para elaborar um plano de implantação da logística reversa para o setor de medicamentos, que envolve hoje cerca de 70 mil farmácias, 50 laboratórios e mais de 40 indústrias de remédios básicos do Brasil. Reportagem, Carolina Rocha.
 
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