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17/05/2023
Takeda aponta os desafios dos pacientes que convivem com angioedema hereditário, no mês dedicado à conscientização mundial sobre a doença

Fonte: Takeda

Ciente de sua responsabilidade em proporcionar uma saúde melhor para todos, a biofarmacêutica Takeda compartilha informações sobre o angioedema hereditário (AEH), no mês dedicado à doença (16/05). O objetivo é chamar a atenção para a complexidade e a gravidade da doença, ainda desconhecida por muitas pessoas, contribuindo com a qualidade de vida dos pacientes que convivem com AEH.

“Comprometida com a missão de transformar vidas, a Takeda entende que a busca por respostas às necessidades médicas não atendidas, vai além do desenvolvimento de tratamentos inovadores. Depende também do acesso à informação baseada em evidência pelo paciente e por todos que o acompanham”, comenta Dra. Vivian Lee, diretora executiva de Medical Affairs da Takeda Brasil.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), é considerada doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. Numa proporção muito menor, está o AEH, que além de apresentar incidência menor ou igual um caso para cada 50 mil pessoas, é crônica, debilitante e pode ameaçar a vida. Características que levam à denominação ultrarrara1. 

No mundo, estima-se que 1 em cada 50 mil pessoas convive com o angioedema hereditário2, dificultando o conhecimento sobre a doença e seu diagnóstico. De origem genética, passando de pais para filhos, o AEH ocorre por uma deficiência do sistema imune, que causam inchaços pelo corpo e dores características da doença. Muitas vezes é confundida com crises alérgicas comuns3, com a diferença de que não apresentam melhora nem mesmo após utilização de antialérgicos, corticoides ou outros medicamentos do tipo.

As crises de AEH duram em média cinco dias, podem ser desfigurantes e ocorrer em qualquer parte do corpo, mas os locais mais comuns são4,5: abdômen, face, garganta, genitais, mãos e pés. Podem também atingir órgãos internos, como a mucosa do intestino, causando dor intensa e aumento do volume abdominal, se tornando potencialmente fatal quando o inchaço acomete vias respiratórias, apresentando risco de asfixia e morte. Um estudo brasileiro aponta que 66% dos pacientes com diagnóstico de angioedema hereditário apresentam crises laríngeas em algum período da vida6.

Além disso, o AEH frequentemente surge na primeira década de vida, e o subdiagnóstico é recorrente, refletindo em um atraso de aproximadamente 15 (quinze) anos entre o início dos sintomas e diagnóstico efetivo7,8, impactando o paciente ainda na infância.

“Por todas essas características, os desafios desses pacientes são inúmeros. A maioria deixa de realizar diversas atividades por medo das crises. Se o paciente for uma criança, ele tem comprometimento no rendimento escolar, se for adulto, no trabalho. Existem casos de pacientes que são demitidos por causa das crises ou por faltarem muito no trabalho. Existe ainda, o quadro chamado “presenteísmo”, que é quando a pessoa está presente no emprego, mas não consegue ter um bom rendimento porque tem medo de ter uma crise. Isso tudo gera um impacto psicológico e psíquico que por si só gera estresse, fator desencadeante de crise. Então, o paciente vive num ciclo vicioso”, detalha o Dr. Régis de Albuquerque Campos, Especialista em Alergia e Imunologia Clínica pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Dra. Vivian finaliza: “Nesse cenário, a Takeda espera contribuir não apenas com a jornada dos pacientes, mas de toda a sua rede de apoio, formada por familiares, amigos e cuidadores, cumprindo com o seu propósito de mais de 240 anos de proporcionar uma saúde melhor para todos.”

Atuação Takeda em doenças raras

A Takeda oferece globalmente tratamentos para: Hemofilia, Doença de Von Willebrand, Angioedema Hereditário (AEH), Imunodeficiência Primária (IDP), Imunodeficiência Secundária (IDS), Doenças Autoimunes Raras, Hipoalbuminemia e Hipovolemia, Deficiência Congênita Grave da Proteína C (DCGPC), Deficiência de Protrombina, Deficiência de Alfa-1 Antitripsina (AATD ou Deficiência Alfa-1), Síndrome de Hunter, Doença de Fabry e Doença de Gaucher.

No Brasil, a Takeda lançou o portal Juntos pelos Raros, que reúne informações de oito doenças raras de origem genética e não genética. Traz ainda dados gerais sobre o tema, e os desafios do paciente e dos que convivem com ele. O objetivo é melhorar a qualidade de vida não apenas da pessoa com doença rara, mas de seus familiares, cuidadores e profissionais de saúde, reafirmando o propósito global da Takeda em proporcionar uma saúde melhor para as pessoas e um futuro mais brilhante para o mundo.

Sobre a Takeda Pharmaceutical Company Limited

A Takeda Pharmaceutical Company Limited (TSE: 4502/NYSE: TAK) é uma líder biofarmacêutica global, baseada em valores e orientada por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com matriz no Japão, comprometida em descobrir e fornecer tratamentos que transformam vidas, guiada por nosso comprometimento com pacientes, nossas pessoas e o planeta. A Takeda concentra seus esforços de P&D em quatro áreas terapêuticas: Oncologia, Doenças Genéticas Raras e Hematologia, Neurociências e Gastroenterologia (GI). Além disso, fazemos investimentos direcionados em P&D de Terapias Derivadas do Plasma e Vacinas. Estamos focando no desenvolvimento de medicamentos altamente inovadores que contribuem para fazer a diferença na vida das pessoas ao expandir a fronteira de novas opções de tratamento e impulsionar nosso setor de P&D aprimorado e colaborativo e capacidades para criar um pipeline robusto em diversas modalidades. Nossos colaboradores estão comprometidos em melhorar a qualidade de vida de pacientes e em trabalhar com nossos parceiros de saúde em aproximadamente 80 países. Para mais informações visite o site https://www.takeda.com.

Referências 

  1. Resolução CNS nº 563, de 10 de novembro de 2017. Acessado em 09 de maio de 2023 https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2017/Reso563.pdf
  2. Lumry WR. Overview of Epidemiology, Pathophysiology, and Disease Progression in Hereditary Angioedema. Am J Manag. Care. 2013; S103–10
  3. Levi M, Cohn DM, Zeerleder S. Hereditary angioedema: Linking complement regulation to the coagulation system. Research and Practice in Thrombosis and Haemostasis 2019; 3: 38–43
  4. Busse PJ, Christiansen SC, Riedl MA, Banerji A, Bernstein JA, Castaldo AJ, et al. US HAEA Medical Advisory Board 2020 Guidelines for the Management of Hereditary Angioedema. J Allergy Clin Immunol Pract. 2021;9(1):132-150.e3. 
  5. Agostoni A, Aygoren-Pursun E, Binkley KE, Blanch A, Bork K, Bouillet L, et al. Hereditary and acquired angioedema: problems and progress: proceedings of the third C1 esterase inhibitor deficiency workshop and beyond. J Allergy Clin Immunol. 2004 Sep;114(3 Suppl):S51-131.
  6. Alonso et al. Hereditary angioedema: a prospective study of a Brazilian single-center cohort. Int J Dermatol. 2020 Mar;59(3):341-344.
  7. Bork K, Hardt J, Witzke G. Fatal laryngeal attacks and mortality in hereditary angioedema due to C1-INH deficiency. J Allergy Clin Immunol. 2012 Sep;130(3):692-7. doi: 10.1016/j.jaci.2012.05.055. Epub 2012 Jul 28. PMID: 22841766
  8. Campos RA, Serpa FS, Mansur E, Alonso MLO, Valle SOR. Diretrizes brasileiras do angioedema hereditário 2022 – Parte 1: definição, classificação e diagnóstico. Arq asma, alergua e Imunol. 2022

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