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08/02/2024
Volta às aulas: De que maneira o sono de má qualidade pode ser prejudicial para o desenvolvimento escolar das crianças
 
Com o período de volta às aulas se aproximando, a preocupação com o desenvolvimento e bom rendimento escolar das crianças é recorrente entre os pais. Redobrar a atenção com os comportamentos que podem ser prejudiciais é muito importante. Para compreender mais sobre o tema, o Dr. Fabrizio Romano, otorrinolaringologista, doutor em ciências pela FMUSP, pós-doutorado em Otorrinolaringologia pela FMUSP-RP, atual Presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial, e também já foi presidente da Academia Brasileira de Rinologia, dá dicas para mitigar o sofrimento dos pequenos, principalmente quando o principal gatilho é a alergia. 
 
A importância de um sono de qualidade: 
 
“É importante compreender que ao dormir as crianças armazenam as informações aprendidas durante o dia. Afinal, todos passam por um ciclo do sono, que contém fases mais leves e mais profundas, como o sono REM, que é o mais profundo. É nesse momento do ciclo que os pequenos fixam o que aprenderam durante o dia e por isso tem tanta relevância” explica Dr. Fabrizio.
 
O médico acrescenta que é nesta fase do sono que o corpo atinge o pico de relaxamento. Caso essa etapa não ocorra, o sono se torna menos eficiente, comprometendo a disposição durante o dia seguinte. Isso também prejudica o desenvolvimento escolar, uma vez que as crianças não possuem energia suficiente para desempenhar as tarefas necessárias. 
 
A relação entre o sono e a rinite alérgica: 
 
O Dr. Fabrizio explica que pacientes com rinite alérgica podem ter dificuldade para dormir: “Devido à obstrução nasal, os pacientes precisam realizar mais esforço muscular para respirar, impedindo que eles cheguem nas fases de relaxamento mais intenso. A intenção do uso de um antialérgico é justamente aliviar esses sintomas e por isso é tão importante estar atento ao tipo escolhido.” 
 
Dicas para alívio dos sintomas: 
 
O especialista também esclarece que dependendo do antialérgico escolhido, o ciclo do sono pode ser comprometido: “Os antialérgicos mais antigos, de 1ª geração, causam uma série de efeitos colaterais, já que eles atravessam a barreira do sistema nervoso central e se ligam a receptores cerebrais, causando a sensação de sonolência.”
 
O sono causado pelo antialérgico de 1ª geração bloqueia a fase do sono REM, a fase em que o cérebro dos pequenos grava o que foi aprendido durante o dia, e deixa a sensação residual de sono no dia seguinte, interferindo na sua capacidade de concentração.1-7 
 
“Já os antialérgicos de 2ª geração não causam efeito sedante, pois não atingem o sistema nervoso central”, completa o especialista. 
 
O tema merece atenção por interferir no dia a dia. Porém, com dicas simples é possível trazer muito conforto para essa fase: “Uma das medidas mais eficazes é a higiene ambiental, ou seja, afastar a criança das causas da alergia, como poeira e pelos de animais. Muitas vezes testes alérgicos são necessários para identificar com exatidão os fatores desencadeantes da alergia. Para rinite alérgica, a lavagem do nariz com soro fisiológico também costuma ser bastante benéfica nas crianças.” 
 
Para finalizar, uma dica prática que pode ser uma verdadeira aliada para a retomada das aulas para reduzir impactos negativos: “É importante que os pais controlem o tempo gasto em telas para reduzir impactos de produtividade e procurar por um pediatra alergista para auxiliar com os cuidados adicionais, se necessários”. 
 
Mais credenciais do Dr. Fabrizio Romano: o Dr. também tem experiência na área de Otorrinolaringologia com ênfase em Rinologia, atuando principalmente nos seguintes temas: otorrinolaringologia pediátrica, cirurgia do nariz e seios paranasais, cirurgia de base de crânio e pesquisa básica. Também é coordenador do departamento de otorrinolaringologia do Sabara Hospital Infantil e é responsável pela otorrinolaringologia do Hospital Moriah e do centro de excelência em Hipófise.
 
Referências
 
¹Mansfield, LE. Fexofenadine in pediatrics: oral tablets and suspension formulations. Expert Opin. Pharmacother. 2008; 9(2):329-337; ²Graft DF et al. Safety of fexofenadine in children treated for seasonal allergic rhinitis. Ann Allergy Asthma Immunol 2001 ; 87 : 22 -6; 3Blaiss MS; Allergic Rhinitis in Schoolchildren Consensus Group. Allergic rhinitis and impairment issues in schoolchildren: a consensus report. Curr Med Res Opin. 2004;20(12):1937-1952. doi:10.1185/030079904x13266; 4Tanner LA, et al. Effect of fexofenadine HCL on quality of life and work, classroom, and daily activity impairment in patients with seasonal allergic rhinitis. Am J Managed Care 1999;5(Suppl.):S235-47; 5Baharudin A et al. Using patient profiles to guide the choice of antihistamines in the primary care setting in Malaysia: expert consensus and recommendations. Ther Clin Risk Manag. 2019;15:1267-75; 6Hindmarch I et al. A double-blind, placebo-controlled investigation of the effects of fexofenadine, loratadine and promethazine on cognitive and psychomotor function. Br J Clin Pharmacol. 1999;48:200-206"; “Alguns antialérgicos dão sono”: Church MK, Maurer M, Simons FE, et al. Risk of first-generation H(1)-antihistamines: a GA(2)LEN position paper. Allergy. 2010;65(4):459-466. doi:10.1111/j.1398-9995.2009.02325.x.; 7Anti-histamínicos ou Antialérgicos. Disponível em: <https://asbai.org.br/anti-histaminicos-ou-antialergicos/>. :Fev/24 - MAT-BR-2400309 
 
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