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12/04/2024
Por que o tratamento oncológico deve ser acompanhado por um cardiologista?
 
O músculo mais importante do corpo também pode sofrer com os efeitos das terapias utilizadas para o tratamento oncológico. Procedimentos como quimioterapia e radioterapia podem causar problemas ao coração, e as chances são maiores se o paciente possui riscos para doença cardíaca, como: hipertensão, diabetes, obesidade, arritmias e histórico de infarto prévioi.
 
É importante que o estado geral de saúde do paciente seja avaliado no início do tratamento oncológico, já que muitas vezes a terapia à qual os pacientes com o câncer avançado são submetidos, pode ser um agravante para doenças cardíacas. 
 
“A consulta com um cardiologista é tão fundamental quanto o tratamento com o oncologista. Essa integração traz mais segurança ao paciente e evita futuras complicações”, destaca Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring Brasil. “A cardiotoxicidade em tratamentos oncológicos pode ser o responsável não só por aumentar o risco de morte ao paciente, mas de acarretar sequelas significativas”, completa Teixeira. 
 
A cardiotoxidade se caracteriza como o dano causado ao coração pelo tratamento oncológico, sendo responsável pelos efeitos adversos mais significativos, e principalmente por ocasionar morbimortalidade , que representa o número de indivíduos que morreram ou que ficaram com sequelas como consequência de uma enfermidade. Uma das lesões que mais preocupam os especialistas é a insuficiência cardíaca, que acontece quando o órgão fica enfraquecido e o bombeamento de sangue é comprometido. Em alguns casos, pode ocorrer também arritmias e eventos tromboembólicos. 
 
É importante ressaltar que o paciente deve priorizar rotina saudável, sempre que possível, incluindo atividades físicas e alimentação equilibrada, mesmo após o diagnóstico oncológico. Com esses cuidados, o paciente se beneficiará com qualidade de vida e irá reduzir o risco de problemas cardíacos.
 
As doenças cardiovasculares representam as principais causas de mortes no país, e de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos. Estima-se que até 2040 haverá aumento de até 250% desses eventos no país.
 
Referências
 
  1. Cardio-oncologia. Grupo Oncoclínicas. Convivendo com o câncer. Disponível em: https://grupooncoclinicas.com/tudo-sobre-o-cancer/convivendo-com-o-cancer/cardio-oncologia. Acesso em 27 de março de 2024.
  2. Cardiotoxicidade associada à terapêutica oncológica: mecanismos fisiopatológicos e estratégias de prevenção. Revista Portuguesa de Cardiologia. Disponível em: https://www.revportcardiol.org/pt-cardiotoxicidade-associada-a-terapeutica-oncologica-articulo-S0870255113000334. Acesso em 27 de março de 2024.
  3. “Use o coração para vencer as doenças cardiovasculares”: 29/9 – Dia Mundial do Coração. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/use-o-coracao-para-vencer-as-doencas-cardiovasculares-29-9-dia-mundial-do-coracao/#:~:text=No%20Brasil%2C%20as%20doen%C3%A7as%20cardiovasculares,250%25%20desses%20eventos%20no%20pa%C3%ADs. Acesso em 27 de março de 2024. 
 
Sobre a Ferring
 
A Ferring é um grupo biofarmacêutico especializado, líder em medicina reprodutiva e saúde materna, gastroenterologia e urologia. Desde 1950, a companhia tem como compromisso ajudar pessoas a construir famílias e a terem uma vida melhor, por meio de soluções inovadoras e desenvolvimento de novas terapias.
 
Com aproximadamente 7.000 funcionários em 56 países, além da distribuição em 110 países, a empresa global trabalha arduamente para fornecer soluções de saúde personalizadas, integrando produtos farmacêuticos com diagnósticos, dados, dispositivos, educação e serviços de suporte para otimizar os resultados de saúde, sempre orientada pela ciência e confiança no poder da pesquisa.
 
Com seu comprometimento na causa humana, a Ferring conta com uma responsabilidade social ampla, que conduz os negócios de forma a maximizar os impactos positivos nas comunidades em que atua. Conduz iniciativas que podem fazer a diferença na saúde e na qualidade de vida das pessoas, hoje e amanhã, por meio de parcerias e compartilhamento de conhecimento, como a colaboração com organizações no combate à mortalidade materna.

 

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