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24/09/2020
No Sindusfarma, novo secretário da CMED defende incentivos à competitividade do setor

Tornar os processos internos da CMED mais eficientes, para incentivar a competitividade da indústria farmacêutica no país. Este foi o compromisso assumido pelo novo secretário executivo da CMED, Romilson de Almeida Volotão, em encontro on-line promovido pelo Sindusfarma com as empresas associadas, nesta quinta-feira (24).

Na videoconferência: Romilson Volotão, da CMED (no alto, ao centro), com Mussolini (alto, à esq.), Bruno Abreu (dir.) e Jorge Raimundo (embaixo, ao centro)

Externando sua “visão liberal da economia do país”, Volotão informou ter dobrado a equipe encarregada das análises de precificação, com o objetivo de eliminar atrasos e fazer com que os prazos sejam cumpridos. “As falhas da CMED acabam afetando o desempenho do setor e a economia do país”.

O novo secretário da CMED também disse que pretende aperfeiçoar o monitoramento de mercado, criando condições para a elaboração de estudos que orientem mudanças no marco regulatório do setor. “Nosso marco regulatório precisa, sim, de uma revisão”, disse Volotão.

Ao elogiar a visão liberal do novo secretário executivo da CMED, o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, reafirmou a posição da entidade sobre a urgência de modernizar e flexibilizar a regulação econômica, baseada na ultrapassada Resolução 2. “O mundo evoluiu; as relações de comércio do setor farmacêutico se alteraram de forma radical nos últimos 20 anos”, afirmou.

Mussolini citou medicamentos com dezenas de fabricantes no mercado que ainda estão submetidos ao controle de preço, sem necessidade. “Os MIPs demoraram 15 anos para ser liberados e o impacto foi zero; a concorrência regulou os preços”.

Terapias avançadas

A falta de regras claras e consolidadas para a precificação de terapias avançadas e gênicas foi destacada pelo diretor de Mercado e Assuntos Jurídicos do Sindusfarma, Bruno Abreu. O secretário da CMED concordou sobre a criação de uma regulação de preço específica. Sem se comprometer com prazos, Volotão disse que pretende levar o tema para discussão no Comitê Técnico Executivo (CTE) da CMED.

O novo secretário executivo da CMED disse que a pandemia do novo coronavírus evidenciou a importância estratégica da indústria farmacêutica instalada no país, assim como do complexo produtivo da saúde. Segundo ele, garantir que o setor seja economicamente saudável e capaz de investir em Pesquisa & Desenvolvimento e inovação é uma questão de “segurança nacional”.

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