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15/07/2022
ARTIGO: O comprometimento e a responsabilidade das instituições para a equidade na saúde

Veículo: Correio Braziliense

Autor: Rafael Fortes*

Nesta semana, dia 12/7, por meio do Decreto 11.098/2022, entra em vigor a nova estrutura regimental do Ministério da Saúde, que recria o Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde (DECIIS), responsável pelo incentivo à produção pública de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS) e pela consolidação da estratégia nacional de fomento, desenvolvimento e inovação no âmbito do Complexo Industrial da Saúde (CIS).

O CIS é formado por diversos setores industriais, como base química e biotecnológica (fármacos, medicamentos, imunobiológicos, vacinas, hemoderivados e reagentes), mecânica, eletrônica e de materiais (equipamentos mecânicos, eletrônicos, próteses, órteses e materiais) e os serviços de saúde (hospitais, serviços de saúde e de diagnóstico), resultando em uma dinâmica permanente de oferta de serviços e produtos à população.

Para a biofarmacêutica Takeda que, desde 2019, quando passou a ser responsável pela gestão da parceria, está comprometida com a transferência de tecnologia firmada com a Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), estatal vinculada ao Ministério da Saúde, o decreto representa um importante avanço para o fortalecimento do complexo industrial da saúde, sobretudo, no cuidado aos pacientes. Nesse contexto, com o propósito global de proporcionar uma saúde melhor às pessoas, a Takeda está empenhada em concluir a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que, por meio da transferência de tecnologia, tem como objetivo a produção do fator VIII recombinante para o tratamento da hemofilia A em território brasileiro.

Atualmente, pacientes com hemofilia A no Brasil recebem o tratamento de forma 100% gratuita por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). Ou seja, o produto da PDP faz parte das soluções oferecidas, contribuindo com a qualidade de vida das pessoas com hemofilia A. Além disso, colabora com a sustentabilidade tecnológica e econômica do sistema público de saúde, uma vez que a tecnologia está dentro da realidade orçamentária do SUS, e ainda contribui para a equidade na saúde, não deixando nenhum paciente desassistido.

Sabemos que as soluções em saúde não surgem isoladamente, e que a ação conjunta e o comprometimento de cada stakeholder é decisivo para um desfecho positivo. A crise de covid-19, por exemplo, tornou evidente a responsabilidade e a interdependência entre todos — governos, empresas, organizações e sociedade — num esforço conjunto para conter o avanço da doença. Por isso, ao longo de mais de 240 anos de trajetória da Takeda, buscamos iniciativas, como as parcerias estratégicas, para ampliar o acesso à saúde.

Por meio da PDP, a Takeda está capacitando e colaborando com a autonomia da estatal para a fabricação de um tratamento de biotecnologia e engenharia genética para hemofilia A, que não é proveniente do plasma humano, assegurando a continuidade do atendimento dos pacientes no futuro. Além de deixar outros legados ao complexo industrial de saúde nacional, como a geração de novos empregos diretos e indiretos e o estímulo à inovação na saúde, a instalação da nova edificação que está sendo construída com o investimento da Takeda de até US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão), montante totalmente gerido pela Takeda, segue os mesmos padrões das nossas fábricas no exterior, de acordo com as diretrizes da divisão global responsável pelas instalações fabris da biofarmacêutica pelo mundo.

Mais do que isso, é uma iniciativa que contribui com as transformações que a saúde no Brasil tanto precisa e a população tanto merece. Afinal, para a Takeda, maior que os nossos esforços, é a nossa dedicação em proteger, salvar e transformar vidas, num ciclo que se renova permanentemente, proporcionando uma saúde melhor para as pessoas e um futuro mais brilhante para o mundo.

(*) Rafael Fortes é Diretor executivo de Patient Value & Market Access da Takeda no Brasil

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