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O Movimento Empresarial pela Saúde (MES), liderado pelo SESI (Serviço Social da Indústria) e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), lançou nesta quarta-feira (25) o Grupo de Trabalho da Cadeia de Valor da Indústria da Saúde, nova frente estratégica voltada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil. O evento reuniu lideranças do governo, da indústria e do ecossistema de saúde e marcou também a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Sindusfarma e o SESI/CNI.

Painel "O Futuro do Complexo Econômico Industrial da Saúde"
A iniciativa reforça uma agenda estruturante focada em inovação, competitividade e desenvolvimento produtivo. O novo GT nasce com a missão de promover discussões estratégicas sobre a cadeia de valor da saúde, integrando diferentes elos do setor para ampliar a eficiência, estimular a produção local e contribuir para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
Para Paulo Mol Jr., Diretor Superintendente do SESI, o avanço da agenda é resposta a uma demanda concreta das empresas. “A saúde já representa o segundo maior custo das empresas, está abaixo apenas da folha de pagamento. E o que as empresas percebem é um aumento muito forte desse item de despesa. O empresário tem condições de lidar com várias coisas no seu campo de produção. Mas tem uma dificuldade enorme de lidar com algo que não é o core business de uma empresa. Então, nesse momento, começamos a perceber que essa era uma dor conjunta de várias empresas. E criamos essa mobilização empresarial pela inovação.”
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou o papel estratégico da indústria no avanço da agenda. “Esse GT especificamente joga a luz sobre qual é o papel da indústria na saúde, na inovação, na geração de renda e também na geração de mais conhecimento, de mais tecnologia, de mais produção local para que possa inclusive ajudar a pensar no lado dos custos”.
Acordo de Cooperação Técnica
Durante o evento, Sindusfarma e SESI/CNI formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica que prevê a execução de um plano de trabalho conjunto. O objetivo é gerar impacto social por meio da melhoria do acesso e da qualidade da saúde do trabalhador da indústria e de seus dependentes.
O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, ressaltou o alcance da parceria. “Esse acordo de cooperação abrange toda a indústria farmacêutica. O que a gente quer? A gente quer trazer mais educação, a gente quer trazer mais desenvolvimento para a indústria farmacêutica estabelecida no Brasil. A gente está fazendo uma parceria forte. Mas, mais do que isso, a gente pretende, no futuro, dar grandes passos. A gente vai ter o apoio do SESI nos nossos cursos e vamos apoiá-los nos cursos deles. Ou seja, é uma parceria do ganha-ganha. Nós vamos fazer um Brasil melhor na área da saúde.”
O futuro do Complexo da Saúde
A programação do evento também contou com o painel “O Futuro do Complexo Econômico Industrial da Saúde”, com a participação da secretaria Fernanda De Negri, do vice-presidente da Abimo, Franco Pallamolla, do presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, do diretor adjunto da Anvisa, Diogo Soares, além da moderação do superintendente de Saúde da Indústria do Departamento Nacional do SESI, Emmanuel Lacerda.
Durante o debate, Fernanda De Negri abordou os desafios e oportunidades na cadeia de dispositivos médicos. “O setor de dispositivos médicos é muito mais heterogêneo do que o setor farmacêutico, tanto do ponto de vista de produto, que vai desde acelerador linear, aparelho de ressonância até a luva, máscara, passando por teste de diagnóstico. E é heterogêneo também do ponto de vista de em quais segmentos a gente tem mais competência, mais competitividade.”
Ela destacou a importância de identificar áreas estratégicas para o país. “Saber o que a gente pode fazer no Brasil, o que a gente tem competitividade para fazer no Brasil, por um lado é uma coisa relevante. E o que que é estratégico para a gente fazer também, do ponto de vista de saúde pública, também é relevante, embora essa segunda pergunta seja muito ampla e é sempre difícil de chegar a um diagnóstico preciso”.
Durante o painel, Nelson Mussolini falou sobre a mais nova iniciativa do Sindusfarma. “Nós do Sindusfarma estamos muito preocupados em como ver o futuro. Para isso, a gente lançou um Censo da Indústria Farmacêutica. Nós contratamos o Instituto Datafolha. E não é um censo do Sindusfarma, é um censo da indústria farmacêutica no Brasil. Inclusive, quem não é associado ao Sindusfarma pode responder.”
Segundo ele, o levantamento será essencial para qualificar o debate. “Para a gente saber o que a indústria farmacêutica faz, para a gente saber o que a indústria farmacêutica precisa. E com isso, contribuir com esse fórum. O grupo de trabalho só vai funcionar se tiver informações fidedignas do que acontece no nosso país.”
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