Inovação RBIF - Notícias

Compartilhe:
09/10/2023
Foco no Paciente: projetos que melhoram o acesso e a qualidade de vida

Projetos que melhoram a qualidade de vida de pacientes e o acesso a tratamentos e ideias de como ampliar o acesso à saúde em geral foram apresentados e discutidos na Cúpula.

Ana Cláudia Pinto (Grupo Fleury) participou da mesa "O Paciente no centro da inovação em saúde"

O head de Saúde Digital da Eurofarma, Felipe Catão, apresentou um projeto da empresa que ajuda os pacientes de Parkinson. “Hoje estive na Cúpula de Inovação em Saúde para apresentar uma de nossas terapias digitas que é o Scrolling Therapy. É uma solução pensada para pacientes com Parkinson, para que eles realizem exercícios faciais enquanto navegam na internet. Nós, da Eurofarma, acreditamos muito em inovação, está em nosso DNA, e investimos mais de R$ 700 milhões de reais em pesquisa e inovação. E continuamos nessa busca de trazer mais soluções digitais para melhorar a qualidade de vida do paciente e olhando o sistema de saúde como um todo. Com certeza este evento contribui muito com isso, para reunir os diferentes players do sistema e pensar, juntos, como podemos avançar na inovação no sistema de saúde como um todo”.

A diretora médica de Saúde Digital do Grupo Fleury, Ana Cláudia Pinto, apresentou o projeto desenvolvido pela empresa na Favela dos Sonhos. “Tive o prazer de participar deste evento para comentar como nós, do Grupo Fleury, trabalhamos no engajamento do paciente, para trazê-lo a uma consciência maior. E, para isso, usamos ferramentas digitais muito conectadas com a parte física. Então, foi um prazer mostrar o case que temos junto com a Geraldo Falcões, o Favela dos Sonhos, onde por meio de uma cabine e toda uma estrutura de telemedicina, levamos acesso a uma comunidade super carente. Isso mostra que a tecnologia é muito eclética e ela pode ajudar a levar um cuidado de maior qualidade a todas as populações”.

O CEO e co-fundador da healthtech Huna, Vinícius Ribeiro, apresentou um método de diagnóstico precoce de câncer de mama baseado em inteligência artificial que pode agilizar o atendimento nos sistemas público e privado de saúde. “Nossa ideia é conseguir colocar uma solução para, diante de um sistema de saúde público e privado pressionado, que do ponto factível não vamos conseguir nos próximos cinco ou dez anos instalar mamografia em todos os cantos. Então como a gente consegue se aproveitar de um exame muito barato e altamente capilar – faz no Alta, em São Paulo, ou em qualquer laboratório que processe o sangue, no Pardini, em Minas Gerais, ou na região do Cariri - para colocar essa mulher na cadeia de rastreamento, empoderando principalmente os gestores de saúde, para colocar a dor dessa usuária que está com prioridade no centro de saúde”.

A presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Catherine Moura, disse que o importante ao paciente é ter acesso. “Participamos de um painel que mostrou um pouco da perspectiva do paciente sobre a questão da inovação. E compartilhamos, de uma forma bem resumida, que o que importa ao paciente é ter acesso. E acesso é garantia da oferta de serviços de saúde, no momento certo e oportuno, no local adequado, e para quem precisa. Se isso vai acontecer em um ambiente com muita ou pouca inovação, isso é uma outra questão. Mas o que importa ao paciente é ele saber que passará por uma jornada, ter uma experiência de cuidados em saúde, humanizada, empática, focada na melhor qualidade de vida, e no melhor desfecho clínico. E inovação é muito amplo, não é só tecnologia na área da saúde, não é só telemedicina, é também inovação em produtos, medicamentos, alternativas terapêuticas e diagnósticas. Também tem a ver com dados e evidências. Inovar em saúde significa qualificar o processo de gestão do sistema de saúde e o processo da gestão do cuidado. Agora, o que importa ao paciente é que ele tenha acesso e que ele entenda o que é inovar em saúde. Talvez no Brasil estejamos um pouco atrasados na questão do acesso à saúde de forma isonômica e igualitária. Mas é possível fazer uma harmonização para avançar com o desenvolvimento em inovação e ampliar o acesso à população que precisa”.

Leia também:

 

Voltar
Subir ao Topo

Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos

Todos os direitos reservados - Sindusfarma 2024