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09/10/2023
Sucesso em vacinas e o potencial da biodiversidade brasileira

Arranjos e experiências de empresas e instituições instaladas no Brasil que já resultaram ou estão levando ao desenvolvimento de vacinas e outros medicamentos inovadores e o potencial da biodiversidade brasileira foram debatidos durante a Cúpula.

Cristiano Gonçalves (Butantan) participou da mesa "Cases de sucesso no desenvolvimento de produtos inovadores no Brasil"

O diretor de Inovação e Licenciamento de Tecnologia do Butantan, Cristiano Gonçalves, falou das parcerias que resultaram no desenvolvimento de vacinas contra o Sars-CoV-2 e da fase final de testes de vacinas contra dengue e Chikungunya. “Foi um evento muito completo em inovação, que cobriu todos os temas principais para aqueles que desenvolvem um produto inovador na área de biotecnologia. Comentamos um pouco sobre financiamento e os motivos pelos quais o país não consegue alavancar um produto passando pelas fases de conceito a um produto que vá às fases clínicas. Nosso papel aqui do Butantan foi comentar sobre os cases de inovação que chegaram de fato à sociedade, como a vacina da Coronavac. A escolha do Butantan pela Butanvac foi motivada pela questão da autossuficiência, produção e capacitação local de produção de uma vacina contra a Covid-19. Caminhamos para outros cases de inovação nos quais temos bastante expectativa, como a vacina da dengue, que está em estudo clínico de fase 3 e bem logo teremos o registro. E com a mesma estrutura que montamos para a vacina da dengue, a oportunidade que desenvolvemos com uma empresa parceira para também desenvolvermos a vacina da Chikungunya”.

O diretor de Inovação de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Sotiris Missailidis, comentou casos de sucesso em inovação da instituição. “É um grande prazer estar aqui neste evento de grande importância para a inovação em saúde no Brasil. Tivemos a oportunidade de ver vários casos de inovação, ver como empresas e instituições brasileiras respondem ao desafio de inovação dentro do país e tivemos a oportunidade de trazer casos de sucesso em inovação dentro de Biomanguinhos; de mostrar como trabalhamos e como vemos inovação e a capacidade brasileira de inovação. E o desenvolvimento de produtos que conseguimos trazer ao mercado ou que estamos em desenvolvimento, mas com grande promessa para oferecer soluções para a saúde pública brasileira e resolver problemas de saúde e emergências sanitárias. Mas também fomentar a inovação e trazer colaboração com outras empresas brasileiras, com startups, para fomentar a inovação no país e termos soluções, talvez inovação radical, para sair um pouco do que o Brasil vem fazendo até agora, e colocar o país como um player internacional no desenvolvimento de produtos e inovação para a saúde”.

O responsável pela área de Pesquisa e Desenvolvimento do Aché, Edson Bernes, abordou a biodiversidade brasileira. “Discutimos aqui sobre oportunidades, competitividade, sobre biodiversidade. Sobre o acesso da população a produtos medicinais advindos da biodiversidade, principalmente baseados em fitoterapia. Foi um momento rico de troca de conhecimento entre governo, indústria, iniciativa privada e a entidade regulatória que é a Anvisa. Muito feliz de participar deste momento histórico para a indústria farmacêutica nacional”.

A especialista em plantas medicinais e fitoterápicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ana Cecília Bezerra, disse que, apesar de o Brasil possuir a maior biodiversidade do mundo, apenas 15% das quase 50 mil espécies reconhecidas no país foram estudadas. “O projeto Inova Fito Brasil, do qual participam Biominas e Fiocruz, está desenvolvendo uma plataforma na qual cada pesquisador, empresa e regulador possa entrar e informar o que está fazendo: ‘tenho essa planta em tal etapa; se alguém quiser continuar, se quiser investir, pode participar também’.”

O secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, falou da reativação do Centro de Bionegócios da Amazônia. “Foi uma honra muito grande participar do Prêmio Inovo, ver tantas inovações importantes na área de startups em saúde, uma área essencial para a população brasileira. Num momento muito especial em que estamos construindo o projeto de neoindustrialização, que tem como uma das principais missões o fortalecimento do Complexo Industrial da Saúde, o restabelecimento dos recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a reativação do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). Portanto, nós queremos fazer muita parceria com todo esse ecossistema de inovação em saúde em benefício do Brasil”.

A especialista do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) Cleila Pimenta informou que a pasta está tratando do fornecimento de insumos do país para organismos como a Organização Mundial da Saúde e Unesco, que compram insumos da saúde por meio de licitações internacionais. “A gente utiliza muito pouco disso. O Brasil é o 15º que contribui financeiramente com a ONU, mas é o 38º no fornecimento de insumos [de saúde]. Existe uma janela de oportunidade. A gente precisa de um diagnóstico para saber por que não estamos acessando esse mercado”.

O head of Discovery and Partnerships na DNDi América Latina, Jadel Kratz, apresentou os projetos desenvolvidos pela Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi) no Brasil em parceria com empresas e instituições. “Estou aqui com vários colegas do ecossistema farmacêutico para discutir como melhorar e avançar no desenvolvimento de novas terapias aqui no Brasil. Contei um pouco do case da DNDi, instituição sem fins lucrativos que desenvolve novos tratamentos para doenças tropicais negligenciadas. É muito bom contar um pouco do nosso trabalho e como estamos caminhando para um ecossistema de inovação farmacêutica mais sustentável e inclusivo”.

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