Veículo: O Estado de S.Paulo
Com base na metodologia Quadrante de Impacto (QI) FIA/Estadão, desenvolvida pela Fundação Instituto de Administração (FIA), o Anuário Empresas Mais, publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, em parceria com a Agência Broadcast, aponta as empresas que mais se destacaram no setor Farmacêutico em 2015:
Crescimento dita movimento do setorO Aché, laboratório brasileiro que tem no portfólio 316 marcas, aposta no seu planejamento estratégico com visão até 2030 como grande impulsionador dos bons resultados que vem colecionando. A companhia, grande destaque do setor farmacêutico, completa 50 anos de atuação no mercado em 2016 e, no ano passado, lançou 25 novos produtos – cinco medicamentos de prescrição, quatro genéricos, 11 dermocosméticos e cinco medicamentos isentos de prescrição.
“Um dos motivos do nosso crescimento é a capilaridade, a segmentação da força de vendas e geração de demanda. Isso é feito por meio de uma equipe de mais de 2 mil profissionais que trabalham no campo, entre propagandistas, vendedores e consultores, com a missão de fomentar o crescimento e levar educação de qualidade a todos os profissionais de saúde”, explica Paulo Nigro, presidente do Aché Laboratórios.
Nigro ainda destaca que, diferentemente de outras empresas, o Aché não diminuiu o foco em inovação. “Pelo contrário, a companhia continua investindo em inovação como estratégia em um mercado altamente competitivo. Em 2016, os aportes para inovação, excelência operacional e desenvolvimento de novos produtos passam de R$ 160 milhões”, diz.
Para a Eurofarma, segunda colocada no ranking Empresas Mais, tem sido um ano bastante intenso. Mesmo sendo um período difícil, a empresa teve grandes conquistas como o registro do primeiro biossimilar da América Latina, o Fiprima (filgrastim). No mundo há apenas 20 biossimilares.
“Criamos um Núcleo de Inovação Radical e dedicamos 5,3% de nossa receita para pesquisa e desenvolvimento”, diz Maria del Pilar Muñoz, diretora de Sustentabilidade e Novos Negócios.
Internacionalização
Com 146 projetos no pipeline e 70 em andamento entre genéricos, inovação incremental e radical, os novos produtos são a principal alavanca de crescimento da Eurofarma.
Ainda falando de inovação, a compra de uma participação na norte-americana Melinta também contribuiu para os avanços, já que a presença no conselho científico da startup acelera a curva de aprendizado da empresa, na opinião de Muñoz. Quatro metas norteiam a companhia: a sua consolidação na América Latina; a orientação para novos mercados globais; o retorno do capital investido para financiar o crescimento; e os investimentos em inovação incremental e radical para aumentar a parcela de produtos com algum grau de diferenciação. “O projeto de internacionalização, prioritário na nossa estratégia, também avançou.
Hoje, já estamos presentes em 20 países da América Latina e África. Esses negócios cresceram 41% e representaram 13% das vendas em 2015”, explica a executiva.
No ano passado, mesmo em meio às turbulências econômicas e políticas, a Roche Farma Brasil, terceira colocada no ranking, anunciou um investimento de R$ 300 milhões, em cinco anos, para a modernização da sua fábrica no Rio de Janeiro, que se tornará um hub de exportação de produtos para a América Latina e potencialmente para outras regiões.
“Outro fator importante é que temos uma estratégia clara de médio e longo prazo no Brasil.
Ressalto a continuidade de nossa estratégia de acesso à saúde, que tem como objetivo buscar em todos os níveis do sistema de saúde oportunidades para melhorar o acesso aos nossos medicamentos”, detalha Rolf Hoenger, presidente da Roche Farma Brasil, que cresceu 10% no último ano, com faturamento de R$ 2,6 bilhões.
“Temos o objetivo de continuar trazendo inovação e lançamentos ao Brasil e ampliar o acesso da população às nossas inovações no SUS”, diz Rolf Hoenger.