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10/10/2016
Empresas Mais: Aché, Eurofarma e Roche são as melhores do setor farmacêutico
Veículo: O Estado de S.Paulo

Com base na metodologia Quadrante de Impacto (QI) FIA/Estadão, desenvolvida pela Fundação Instituto de Administração (FIA), o Anuário Empresas Mais, publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, em parceria com a Agência Broadcast, aponta as empresas que mais se destacaram no setor Farmacêutico em 2015:


Crescimento dita movimento do setor

O Aché, laboratório brasileiro que tem no portfólio 316 marcas, aposta no seu planejamento estratégico com visão até 2030 como grande impulsionador dos bons resultados que vem colecionando. A companhia, grande destaque do setor farmacêutico, completa 50 anos de atuação no mercado em 2016 e, no ano passado, lançou 25 novos produtos – cinco medicamentos de prescrição, quatro genéricos, 11 dermocosméticos e cinco medicamentos isentos de prescrição.

“Um dos motivos do nosso crescimento é a capilaridade, a segmentação da força de vendas e geração de demanda. Isso é feito por meio de uma equipe de mais de 2 mil profissionais que trabalham no campo, entre propagandistas, vendedores e consultores, com a missão de fomentar o crescimento e levar educação de qualidade a todos os profissionais de saúde”, explica Paulo Nigro, presidente do Aché Laboratórios.

Nigro ainda destaca que, diferentemente de outras empresas, o Aché não diminuiu o foco em inovação. “Pelo contrário, a companhia continua investindo em inovação como estratégia em um mercado altamente competitivo. Em 2016, os aportes para inovação, excelência operacional e desenvolvimento de novos produtos passam de R$ 160 milhões”, diz.

Para a Eurofarma, segunda colocada no ranking Empresas Mais, tem sido um ano bastante intenso. Mesmo sendo um período difícil, a empresa teve grandes conquistas como o registro do primeiro biossimilar da América Latina, o Fiprima (filgrastim). No mundo há apenas 20 biossimilares.

“Criamos um Núcleo de Inovação Radical e dedicamos 5,3% de nossa receita para pesquisa e desenvolvimento”, diz Maria del Pilar Muñoz, diretora de Sustentabilidade e Novos Negócios.

Internacionalização
 
Com 146 projetos no pipeline e 70 em andamento entre genéricos, inovação incremental e radical, os novos produtos são a principal alavanca de crescimento da Eurofarma.

Ainda falando de inovação, a compra de uma participação na norte-americana Melinta também contribuiu para os avanços, já que a presença no conselho científico da startup acelera a curva de aprendizado da empresa, na opinião de Muñoz. Quatro metas norteiam a companhia: a sua consolidação na América Latina; a orientação para novos mercados globais; o retorno do capital investido para financiar o crescimento; e os investimentos em inovação incremental e radical para aumentar a parcela de produtos com algum grau de diferenciação. “O projeto de internacionalização, prioritário na nossa estratégia, também avançou.
Hoje, já estamos presentes em 20 países da América Latina e África. Esses negócios cresceram 41% e representaram 13% das vendas em 2015”, explica a executiva.

No ano passado, mesmo em meio às turbulências econômicas e políticas, a Roche Farma Brasil, terceira colocada no ranking, anunciou um investimento de R$ 300 milhões, em cinco anos, para a modernização da sua fábrica no Rio de Janeiro, que se tornará um hub de exportação de produtos para a América Latina e potencialmente para outras regiões.

“Outro fator importante é que temos uma estratégia clara de médio e longo prazo no Brasil.
Ressalto a continuidade de nossa estratégia de acesso à saúde, que tem como objetivo buscar em todos os níveis do sistema de saúde oportunidades para melhorar o acesso aos nossos medicamentos”, detalha Rolf Hoenger, presidente da Roche Farma Brasil, que cresceu 10% no último ano, com faturamento de R$ 2,6 bilhões.

“Temos o objetivo de continuar trazendo inovação e lançamentos ao Brasil e ampliar o acesso da população às nossas inovações no SUS”, diz Rolf Hoenger.
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