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O uso de antibióticos está relacionado ao surgimento de colite por Clostridioides difficile (C. difficile), uma infecção intestinal que provoca diarreia, dor abdominal e, em casos graves, pode causar perfuração da parede intestinal e necessidade de cirurgia para retirada do segmento acometido¹. O diagnóstico nem sempre é precoce. A diarreia, principal sintoma que acomete estes pacientes, também é manifestação de inúmeras outras doenças e o acesso a exames diagnósticos mais acurados ainda é restrito no nosso meio.
A origem do problema está relacionada ao desequilíbrio da microbiota (flora) intestinal, com redução do número e da diversidade de bactérias benéficas ao organismo, o que gera a proliferação da C. difficile². “Esse desequilíbrio, na maioria das vezes, está associado ao uso de antibióticos, mas doenças crônicas, tratamentos imunossupressores e quimioterapia também se associam a infecção, sobretudo em pacientes hospitalizados”, alerta o Dr. Eduardo Garcia Vilela, gastroenterologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Os sintomas podem surgir entre 72 horas e dois meses após o uso dos antibióticos e, em cerca de 20% dos casos, a despeito da resposta terapêutica, há recorrência da infecção em até 8 semanas3. “Por isso, é importante o indivíduo estar atento e buscar ajuda médica quando há recrudescência da diarreia, assim o tratamento apropriado pode ser realizado precocemente,” recomenda o Dr. Vilela. Para auxiliar o médico no diagnóstico, o especialista recomenda estar atento ao contexto clínico do paciente, sobretudo ao uso recente de antibióticos.
Para que o tratamento seja efetivo, existem medicamentos direcionados contra C. difficile, mas a confirmação do diagnóstico por meio de exames de fezes específicos se faz necessária. Contudo, dependendo do caso, o médico também pode utilizar exame endoscópico para avaliar a mucosa do intestino grosso.
A colite por C. difficile pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente a partir dos 65 anos e em pessoas com o sistema imunológico desregulado, seja porque é portador de doenças crônicas de caráter autoimune, tais como as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), seja por meio de doenças oncológicas ou mesmo pelo uso de medicamentos necessários para o tratamento destas doenças. No Brasil, estima-se que a prevalência da DIIs seja de 100 para cada 100 mil habitantes, com base nos atendimentos no SUS4.
Vale ressaltar que o uso indevido de antibióticos pode aumentar ainda mais a incidência da infecção pelo C. difficile, sendo este um dos motivos pelos quais esta classe medicamentosa é vendida em farmácias somente com retenção da receita.
Sobre a Ferring
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Com aproximadamente 6.500 funcionários em 56 países, além da distribuição em 110 países, a empresa global trabalha arduamente para fornecer soluções de saúde personalizadas, integrando produtos farmacêuticos com diagnósticos, dados, dispositivos, educação e serviços de suporte para otimizar os resultados de saúde, sempre orientada pela ciência e confiança no poder da pesquisa.
Com seu comprometimento na causa humana, a Ferring conta com uma responsabilidade social ampla, que conduz os negócios de forma a maximizar os impactos positivos nas comunidades em que atua. Conduz iniciativas que possam fazer a diferença na saúde e na qualidade de vida das pessoas, hoje e amanhã, por meio de parcerias e compartilhamento de conhecimento, como a colaboração com organizações no combate à mortalidade materna.
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Referências:
Esclarecimento
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