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A Blau Farmacêutica, empresa de atuação regional, com forte presença na América Latina, líder no segmento hospitalar farmacêutico e pioneira em biotecnologia no Brasil, apresentou os resultados do 1T26 com destaque para o crescimento de 17% na Receita Líquida, atingindo um valor de R$ 435 milhões. O segmento hospitalar cresceu 18%, acima da média do mercado, sendo impulsionado pelo canal público, produtos maduros e lançamentos. O resultado também se alinha ao histórico de longo prazo da Blau, cujo crescimento médio anual composto (CAGR) atingiu 16% na última década.
“O resultado do trimestre teve contribuição importante do canal público, em especial o Core de produtos biológicos, revertendo uma tendência de queda do canal nos últimos anos, que se deu principalmente pelo ambiente regulatório confuso entre o início da pandemia até a metade de 2024, quando finalmente conseguimos no STF retomar a legitimidade das licitações federais. Em 2025, já notamos uma estabilização no canal público, e agora no 1T26 retomamos o crescimento e esperamos que essa tendência continue. Somos muito competitivos, seja no canal público ou no privado, e esse último tem sustentado o crescimento e diversificação da Companhia nos últimos anos. A expectativa é que agora ambos os canais contribuam com crescimento nos próximos anos”, afirma Marcelo Hahn, CEO da Blau Farmacêutica.
Outro ponto positivo foi o crescimento de 33% dos lançamentos, que apesar de ainda terem uma baixa participação nos resultados atuais da Blau Farmacêutica, mostram uma tendência de crescimento consistente, trazendo ainda mais confiança nos investimentos transformacionais em novos produtos que estão em andamento, em especial (mas não somente) os anticorpos monoclonais.
“Entramos em 2026 começando a capturar oportunidades que estruturamos ao longo dos últimos anos. O desempenho do trimestre reforça que os efeitos observados no fim de 2025 eram pontuais e não refletiam o potencial de crescimento da companhia”, ressalta o CEO da Blau Farmacêutica.
Ainda no primeiro trimestre, a Blau Farmacêutica manteve a trajetória de melhora operacional, com continuidade da expansão da margem bruta, beneficiada por um câmbio mais favorável e ganhos de eficiência industrial. Essa otimização se traduziu em alta de 25% do EBITDA, com ganho 1,7 p.p. de margem. Segundo o executivo, do lado das despesas ainda não houve diluição no período, movimento que deve acontecer ao longo do segundo semestre, e tende a ser mais um fator a contribuir para o crescimento da margem.
“Também avançamos em iniciativas para mapear o aumento de eficiência, com apoio de consultorias externas na revisão da estrutura organizacional e de processos, cujos benefícios mais significativos são esperados a partir de 2027. No capital de giro, houve leve melhora nos estoques e estabilidade nos prazos de recebimento, mesmo em um ambiente de juros elevados, enquanto o financiamento de fornecedores apresentou queda pontual no trimestre, em função da estratégia de captura de um câmbio mais favorável, com expectativa de normalização ao longo dos próximos períodos e gradual incorporação dos ganhos de custo”, ressalta.
Expansão produtiva
A ampliação da capacidade produtiva segue como uma das principais alavancas estratégicas da Blau Farmacêutica. Das quatro novas linhas anunciadas, duas já estão concluídas, aguardando as aprovações regulatórias para início das vendas, enquanto as demais avançam conforme cronograma.
“Sobre as quatro novas linhas anunciadas, em duas estamos na expectativa da autorização da Anvisa para poder vender os medicamentos produzidos, enquanto as outras duas linhas estão em construção. As novas linhas, mesmo que parcialmente, já devem ajudar no crescimento do ano, e o efeito completo desse aumento de capacidade produtiva deve ser uma das principais alavancas de crescimento em 2027”, completa Hahn.
Cinco anos de IPO
Na celebração dos 5 anos do IPO (realizado em abril de 2021), a Blau Farmacêutica melhorou significativamente a estrutura de capital e o mérito foi mantê-la saudável durante uma alta intensa da taxa de juros, seguido por período prolongado de manutenção em um nível elevadíssimo.
“Fizemos investimentos assertivos, alguns que ainda estão em andamento e precisam de mais tempo para gerar os resultados esperados e outros que precisaram ser postergados dado as condições de mercado. Independente do caso, ficou evidente um bom dimensionamento dos riscos por parte do Conselho de Administração e Diretoria Executiva, além de uma comprovação de resiliência, superando os efeitos adversos do macro, da venda de produtos sem registro por um longo período no canal público, atrasos na aprovação de novos produtos pelo regulador, e diversos outros desafios diários que mostraram uma rápida capacidade de reação e adaptação da Companhia”, destaca Marcelo Hahn, CEO da Blau Farmacêutica.
Entre os investimentos que foram assertivos, fica o destaque para expansão de capacidade produtiva e novos produtos, que continuam sendo as principais alavancas de crescimento quando olhamos para os próximos anos. A primeira expansão pós-IPO foi o P210, prédio dentro do complexo industrial de Cotia (SP) que começou a operar no final de 2022 e atingiu capacidade máxima em 2025, sendo também um contribuidor para o aumento de eficiência e produtividade no período. Em 2023, a aquisição do Bergamo foi fundamental para a expansão em oncológicos, com um valor de aquisição oportunístico abaixo do valor de livro e acelerada otimização do ativo, que em apenas 2 anos já atingiu margem semelhante as demais fábricas da Blau, resultando em um múltiplo pós-sinergias de apenas 2x EV/EBITDA.
“Os lançamentos, mesmo com a questão dos atrasos do regulador, têm crescido com consistência e foram fundamentais para a diversificação da Companhia. A questão é que o próximo ciclo é focado em produtos ainda mais relevantes e diferenciados, o que resulta em um montante de investimentos ainda superior ao montante de contribuição de Receita dos lançamentos. Imagine o potencial de geração de resultado da Companhia quando essa tendência se inverter. Até lá, devemos mostrar um crescimento acelerado do nosso mercado endereçável, que tem potencial de dobrar nos próximos 3 anos e triplicar após o lançamento de todos os quatro anticorpos monoclonais atualmente desenvolvidos e produzidos localmente pela Blau”, pontua Hahn.
E apesar de um ambiente macroeconômico desafiador e impactos relevantes no canal público ao longo dos últimos anos, a Blau reforça que emerge desse ciclo com maior capacidade de investimento e desenvolvimento de novos produtos, estrutura financeira sólida e potencial ampliado de crescimento.
“Temos convicção de que a Blau hoje é uma companhia mais preparada, com um portfólio mais robusto e um horizonte de crescimento significativamente maior. À medida que os resultados dos investimentos se materializarem, acreditamos que esse valor será refletido também na percepção do mercado”, conclui Hahn.
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