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A farmacêutica suíça Novartis, especializada em medicamentos inovadores, vem ampliando de forma consistente sua atuação em pesquisa clínica no Brasil. Em 2025, a companhia destinou R$ 145 milhões à área no país, um crescimento de 45% em relação a 2024. Atualmente, conduz mais de 100 estudos clínicos em território nacional, 13 a mais do que no ano anterior. Nos últimos cinco anos, houve um aumento de 76% no número de estudos ativos, movimento que reforça uma trajetória de expansão sustentada e a relevância estratégica do Brasil no desenvolvimento clínico global da Novartis. As pesquisas abrangem áreas como oncologia, imunologia, cardio-renal-metabólica, neurociências e hematologia, além de enfermidades que afetam de forma desproporcional populações em situação de vulnerabilidade, como doença falciforme, doença de Chagas e dengue.
O avanço acompanha a crescente complexidade das pesquisas, que incluem protocolos multicêntricos com terapias inovadoras, como gênica, celular e radioligante. O Brasil está entre os dez principais mercados globais da Novartis e é considerado um dos países relevantes para a estratégia de crescimento da companhia. O aumento dos investimentos em pesquisa clínica integra esse posicionamento e busca ampliar a participação do país em estudos globais de inovação em saúde.
“Pesquisa clínica é uma etapa fundamental para o desenvolvimento de novas terapias e para a geração de evidências em diferentes populações. O Brasil reúne capacidade científica, diversidade populacional e centros habilitados a participar de estudos cada vez mais complexos, o que amplia sua relevância no cenário global de pesquisa”, afirma André Sanches, Diretor de Pesquisa Clínica da Novartis Brasil.
Diversidade populacional e descentralização dos estudos
Um dos desafios da pesquisa clínica é ampliar a diversidade de participantes nos estudos. Embora o Brasil tenha uma das populações mais diversas do mundo, a participação de grupos como pessoas negras ainda é limitada em muitos protocolos. Esse cenário é influenciado, entre outros fatores, pela concentração histórica dos centros de pesquisa nas regiões Sul e Sudeste.
Para contribuir com a expansão da pesquisa clínica, a Novartis tem desenvolvido iniciativas de capacitação e apoio técnico a centros fora dos grandes eixos urbanos. Um exemplo foi o programa realizado com centros de saúde no Amazonas, Pará e Amapá, voltado à condução de um estudo clínico sobre doença de Chagas aguda. A iniciativa incluiu treinamentos presenciais e à distância, e suporte técnico contínuo.
Além de apoiar a execução dos estudos, esse tipo de iniciativa fortalece o ecossistema local de saúde, com capacitação de profissionais, adoção de protocolos e aprimoramento de fluxos assistenciais. Atualmente, 2,4 mil pacientes participam de estudos clínicos da Novartis no Brasil, o que também amplia o acesso a acompanhamento especializado e a pesquisas com novas alternativas terapêuticas.
“Ampliar a diversidade na pesquisa clínica exige planejamento, presença regional e fortalecimento de capacidades locais. Quando um centro é preparado para conduzir estudos, o impacto vai além da pesquisa em si: profissionais são capacitados, processos são aprimorados e o sistema de saúde fica mais preparado para atender a população. É nesse sentido que dizemos que pesquisa também é acesso”, explica Sanches.
Lei da Pesquisa com seres humanos
O avanço da pesquisa clínica no país ocorre em um contexto de mudanças no ambiente regulatório brasileiro. A Lei nº 14.874/2024 estabeleceu diretrizes para estudos com seres humanos no Brasil. Na avaliação da Novartis, um ambiente regulatório com regras mais claras e prazos mais previsíveis pode ampliar a participação brasileira em estudos multicêntricos globais e fortalecer a atração de investimentos em pesquisa e desenvolvimento em saúde.
“A legislação contribui para um ambiente mais previsível, mas seu impacto depende da articulação de todo o ecossistema. O Brasil tem condições de ampliar sua participação na pesquisa clínica global, combinando diversidade populacional, capacidade científica e centros preparados para estudos de alta complexidade. O desafio é garantir que esse avanço se traduza em benefícios concretos e mais equitativos para a população”, completa Sanches.
Sobre a Novartis
A Novartis é uma empresa de medicamentos inovadores. Todos os dias, trabalhamos para reimaginar a medicina e melhorar e prolongar a vida das pessoas, para que pacientes, profissionais de saúde e a sociedade estejam mais preparados para enfrentar doenças graves. Nossos medicamentos alcançam 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
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