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20/12/2017
Jardiance® reduziu o risco de morte cardiovascular em adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica
Fonte: Boehringer Ingelheim e Eli Lilly

Nova análise apontou que a empagliflozina, comercialmente conhecida como Jardiance®, reduz o risco de morte cardiovascular no tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica, quando comparada em estudo com o uso de placebo e adicionado ao uso de terapia padrão. Os resultados são de uma análise de dados post-hoc do estudo clínico EMPA-REG OUTCOME® e foram apresentados durante seções científicas do Congresso AHA (American Heart Association), em Anaheim, na Califórnia, e publicados simultaneamente online no periódico Circulation, jornal da associação médica norte-americana¹.
 
“A doença arterial periférica, uma das complicações mais comuns associadas ao diabetes tipo 2, aumenta o risco de morte cardiovascular”, diz Subodh Verma, M.D., cientista e cirurgião cardíaco no St. Michael Hospital e professor da Universidade de Toronto. “Existe uma necessidade iminente de opções de tratamento que possam melhorar as consequências cardiovasculares em pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica.”
 
Cerca de um em cada três diabéticos com mais de 50 anos sofre de doença arterial periférica, condição que leva ao estreitamento das artérias que partem do coração para os braços, pernas e pés, e é causada pelo depósito de placas de gorduras nas paredes desses vasos2. A doença arterial periférica pode ser fatal quando esses bloqueios restringem a circulação, causando complicações nos membros, e também pode acometer órgãos vitais, como o coração, os rins e o cérebro3. Se não for tratada de maneira adequada, a doença arterial periférica ainda pode levar a amputações, o que pode resultar em hospitalizações, invalidez e morte4.
 
No início do estudo, 21% dos mais de 7.000 voluntários do EMPA-REG OUTCOME® já tinha a doença arterial periférica. A análise desses pacientes, que já recebiam o tratamento padrão para a doença, quando comparada ao uso de placebo, apontou que:
 
  • A empagliflozina reduziu o risco de morte cardiovascular em 43%;
  • A morte relacionada a diferentes causas sofreu redução de 38%, e as hospitalizações por insuficiência cardíaca diminuíram 44%;
  • Quanto ao desfecho clínico em relação à morte cardiovascular, como do infarto não fatal e o acidente vascular cerebral não fatal, ocorreu redução de 16%;
  • As doenças renais, em pacientes em estágio inicial ou avançado, também conhecidas como nefropatias, foram reduzidas em 46%;
  • No geral, os efeitos cardiovasculares e renais em pacientes com doença arterial periférica foram coerentes com os resultados prévios do estudo clínico EMPA-REG OUTCOME® 13. 
 
Em relação aos efeitos colaterais, dos mais comuns aos mais graves, a análise mostrou um equilíbrio no grupo que tomou a empagliflozina em relação aos voluntários que aderiram ao placebo. No grupo com a doença arterial periférica, a amputação de membros inferiores ocorreu em 5,5% daqueles que usaram a empagliflozina e 6,3% dos pacientes que receberam placebo. No grupo sem diagnóstico de doença arterial periférica, a amputação dos membros inferiores ocorreu em 0,9% naqueles que foram tratados com a empagliflozina, e 0,7% nos que receberam placebo.
 
“Por meio de sub análises contínuas do estudo EMPA-REG OUTCOME®, estamos conquistando um melhor entendimento de como a empagliflozina pode ajudar uma ampla gama de pessoas que vivem com o diabetes tipo 2 e suas complicações”, afirmou o Dr. Georg van Husen, vice-presidente e chefe da área de Terapia Cardiometabólica da Boehringer Ingelheim. “Os dados apresentados e publicados nas seções científicas da American Heart Association mostraram que a empagliflozina reduz o risco de morte cardiovascular e da doença renal numa população altamente vulnerável que sofre de diabetes tipo 2 e da doença arterial periférica.”
 
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