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03/03/2026
9ª Pesquisa Performance Farmacêutica revela as indústrias mais bem avaliadas pelos médicos no Brasil
(Da esq. para dir.) Pagura, Patricia, Casavilla, Adriana, Denise, Silvia, Ana Luiza e Fábio

Os resultados da 9ª edição da Pesquisa Nacional de Performance Farmacêutica, realizada pela Ipsos Healthcare em parceria com o Sindusfarma, foram apresentados nesta terça-feira, 3 de março, em evento realizado no Figueira Rubaiyat, em São Paulo. Consolidado como um dos principais termômetros do setor, o estudo revela como médicos de diferentes especialidades avaliam as estratégias, a atuação e o relacionamento com as indústrias farmacêuticas no país.

A pesquisa ouviu 650 médicos de 16 especialidades, atuantes nas principais regiões do país. O levantamento aponta as indústrias farmacêuticas mais bem avaliadas nos temas Percepção Geral, que engloba as categorias Imagem Corporativa, Presença e Produtos; e Interações Digitais, na categoria Qualidade de Visitas e Eventos.

Na abertura, o consultor do Sindusfarma, Fabio Moreira, elogiou o tema escolhido para o evento deste ano, Saúde Consciente, e destacou que o cenário atual impõe novos desafios às empresas. “Esse tema realmente é um desafio para a indústria. E não é só falar da transformação do médico. Mas também falar da transformação do próprio paciente. Como é esse paciente mais consciente? Como é que a gente lida com essas mudanças? E tem muitas empresas farmacêuticas que estão desenvolvendo estratégias para se aproximar cada vez mais do paciente”, disse.

Segundo ele, o avanço da informação e da conectividade exige uma revisão das estratégias tradicionais. “É importante não só olhar para o médico nesse aspecto dessa transformação e de como a gente captura a atenção dele, mas é importante também entender como é que a gente lida com esse paciente mais consciente, mais conectado e mais informado.”

Moreira ainda ressaltou a importância da pesquisa como ferramenta estratégica. “Esse é um evento muito aguardado, porque é uma prestação de serviços do Sindusfarma que ajuda as empresas a olharem o que os médicos estão avaliando sobre as estratégias de marketing delas, como é que as equipes de campo estão se relacionando com os profissionais de saúde. É uma excelente oportunidade não só de interação entre as pessoas aqui presentes, mas também de conhecer esses resultados em primeira mão.”

Já o CEO da Ipsos no Brasil, Diego Pagura, reforçou o caráter evolutivo do estudo, que chegou à nona edição. “A gente tem aqui um material que vem sendo reproduzido para o mercado há nove anos, construindo aprendizados, evoluindo ano a ano, e a gente vê isso claramente no público.” Ele também destacou o engajamento do setor. “Hoje a gente teve recorde de profissionais da indústria participando do evento. Então, isso é uma coisa que a gente sente orgulho e nos honra muito.”

  • Veja aqui a "9ª Pesquisa Performance Farmacêutica" e outros dados divulgados no evento

Saúde em debate

Além da divulgação dos resultados, o encontro contou com um painel especial que abordou temas como transformação, saúde consciente e o papel ampliado da indústria no ecossistema da saúde. Participaram Denise Calefe, executiva de Marketing da Sanofi; Silvia Vanetti, Marketing & Insights Leader LATAM na DSM-Firmenich; e Adriana Ghobril, Líder de Healthcare da Ipsos no Brasil. A moderação foi da CCO da Ipsos no Brasil, Patrícia Beber

Durante o debate, Silvia Vanetti abordou a mudança de comportamento do consumidor em direção à saúde consciente. “Esse tema de saúde consciente é algo que está muito permeado no nosso dia a dia. E eu vejo isso hoje, no atual momento, como algo muito intencional. Porque as pessoas estão buscando mais qualidade de vida, muito mais do que viver mais anos. Então, elas querem viver muito, mas elas querem viver melhor.”

Ela citou dados de pesquisas realizadas na América Latina e globalmente. “A gente entrevistou 6 mil pessoas na América Latina, em 11 países. E ali foi muito claro ver a mudança de ânimo das pessoas em relação à alimentação, exercício, o que elas estão buscando para ter essa saúde consciente.”

Denise Calefe destacou que a indústria tem ampliado seu papel. “Acho que a gente deixa de ser apenas vendedores de medicamentos, de suprimentos, de vacinas, ou o que seja, e passamos a ser realmente articuladores para promover saúde dentro desse ecossistema, que vai muito além do paciente e do médico.” Segundo ela, trata-se de um sistema complexo, que envolve diferentes atores e múltiplas fontes de informação.

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