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O avanço do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” e o crescimento da manipulação desses produtos no país colocaram a segurança sanitária no centro das discussões da Anvisa, nesta quarta-feira (06/05), durante a 7ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da agência.
O Presidente-executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, participou do debate e apresentou o posicionamento da entidade em defesa de medidas regulatórias mais rigorosas para garantir a segurança dos pacientes.
Entre os temas discutidos, esteve a proposta de edição de Instrução Normativa para estabelecer os requisitos técnicos para importação, qualificação de fornecedores e controle de qualidade aplicáveis aos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) agonistas do receptor GLP-1 destinados à manipulação magistral.
Durante o seu discurso, Mussolini alertou para os riscos associados à manipulação inadequada desses produtos e ao avanço do uso indiscriminado no mercado.
“O que está acontecendo no mercado dessas ‘canetas emagrecedoras’, nas farmácias de manipulação, é um grande absurdo. É um risco sanitário tão grande quanto qualquer outro que nós já passamos”, afirmou.
O executivo destacou que o Sindusfarma encaminhou formalmente à Anvisa uma proposta defendendo a proibição da manipulação desses medicamentos, diante do potencial impacto à saúde pública. “A proposta do Sindusfarma é simplesmente proibir a manipulação. Nós não podemos deixar em risco a população”, disse.
Mussolini também reconheceu medidas recentes adotadas pela Anvisa para ampliar o controle sanitário, como a exigência de retenção de receita médica para a venda desses medicamentos.
Segundo ele, as exigências regulatórias impostas à indústria farmacêutica contrastam com a forma como medicamentos manipulados vêm sendo ofertados no mercado.
“As empresas que estão aqui no Brasil, que estão produzindo, que demoraram muito para registrar seus produtos, responderam exigências e mais exigências, veem os seus produtos sendo manipulados de qualquer forma”, declarou.
Ao concluir sua fala, o presidente-executivo do Sindusfarma reforçou a urgência de medidas regulatórias mais rígidas para o setor. “O assunto é urgente. Se é urgente, nós temos que fazer isso para amanhã”, concluiu.
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