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Entre os dias 1º e 3 de julho, foi realizado, em Oaxaca, no México, o 13º Congresso Nacional de Profissionais da Área de Regulamentação Sanitária. Organizado pela Anvisa em parceria com a Associação Mexicana de Profissionais de Regulação Sanitária (AMEPRES), o evento reuniu profissionais, instituições e autoridades de diferentes segmentos do setor farmacêutico.
Com mais de 40 palestrantes, a programação promoveu debates sobre temas como Saúde Digital e Regulação Sanitária, uso da Inteligência Artificial em diferentes áreas, além de assuntos relacionados à pesquisa clínica, farmacovigilância, tecnovigilância, licitações, fornecimento e acesso a suprimentos.
O evento teve como objetivo fomentar a colaboração entre os países e proporcionar intercâmbio de conhecimento e inovação, além de fortalecer as Autoridades Reguladoras, não apenas no Brasil e no México, mas em todos os países da América Latina.
A diretora Técnico-Regulatória e de Inovação do Sindusfarma, Rosana Mastellaro, participou do encontro e apresentou a trajetória da entidade, destacando sua contribuição para o desenvolvimento da indústria farmacêutica ao longo de quase 100 anos de atuação. Na sequência, reforçou a importância da participação no Conselho Internacional de Harmonização de Requisitos Técnicos para Produtos Farmacêuticos de Uso Humano (ICH).
Para o Brasil, esse processo representa uma oportunidade de consolidar sua posição como autoridade regulatória de destaque na América Latina: “É uma forma de fortalecer a cooperação internacional e gerar benefícios concretos para os pacientes, a indústria farmacêutica e o sistema de saúde”, completou Rosana.
Os dez anos da Anvisa no ICH
Em 2026, celebramos os dez anos da incorporação da Anvisa no ICH e isso representa um salto importante na posição que o Brasil ocupa quando o assunto é ‘saúde’. A presença da Agência nesta e em outras iniciativas internacionais garante um alinhamento entre as melhores práticas globais e amplia as possibilidades do Brasil diante do cenário internacional.
“A convergência regulatória e de padronização de formato de submissão do dossiê técnico regulatório, além de favorecer o ingresso de novos medicamentos e novas tecnologias no país, abre espaço para exportação de medicamentos produzidos no Brasil. Isto fortalece a nossa indústria farmacêutica e impulsiona o desenvolvimento do país, incluindo a capacitação e aprimoramento dos nossos especialistas”.
Em sua fala, ela também reforçou que “o alinhamento regulatório promove maior eficiência nos processos de avaliação, reduz a duplicidade de esforços, fomenta a inovação e contribui para um ambiente mais previsível e competitivo”.
Próximos passos
O Congresso teve como objetivo definir os próximos passos para transformar essas propostas em ações concretas. A programação abordou praticamente todos os temas estratégicos atualmente em discussão na agenda regulatória internacional, tornando-se um importante espaço para atualização técnica e construção de consenso entre governo, indústria e academia.
Segundo Rosana, participar do 13º Congresso Nacional de Profissionais em Regulação Sanitária representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a integração regulatória nas Américas, compartilhar a experiência brasileira em temas de elevada relevância técnica e ampliar a cooperação entre autoridades sanitárias, indústria e especialistas.
“Em um cenário de acelerada transformação regulatória, inovação tecnológica e crescente necessidade de harmonização internacional, encontros dessa natureza contribuem para a construção de soluções colaborativas capazes de promover maior eficiência regulatória, estimular a inovação e ampliar o acesso seguro da população a medicamentos e outras tecnologias em saúde”, concluiu.
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