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No pronunciamento que fez em nome dos agraciados com o Colar Cândido Fontoura, a médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo falou da importância do diálogo que mantém com a indústria farmacêutica. “A indústria farmacêutica é sem dúvida, para nós, médicos e pesquisadores, um interlocutor que, nos meus 44 anos de formada, tem se tornado de grande qualidade. Não tenho a menor dúvida de que hoje nós temos um diálogo de igual para igual”.
“Para um país como o Brasil, com a nossa diversidade, com a nossa exclusão social e com a nossa dificuldade de acesso, é preciso que a indústria seja cada vez mais um interlocutor sensível e que entenda o que a nossa diversidade exige”.
Veja abaixo a íntegra do pronunciamento:
Muito obrigada. Essa deferência agradeço, em especial, não apenas aos meus colegas agraciados, mas a gentileza e a generosidade do Dr. Mussolini, a quem devo fazer um registro inicial nessas minhas palavras.
A sensibilidade com que o Dr. Mussolini, durante o período muito difícil que nós vivemos, junto com uma outra pessoa extraordinária desse país, que é a senhora Luiza Trajano, (ele) foi um interlocutor de grande qualidade para nós.
No momento em que as dúvidas pululavam entre todos os setores, em que havia necessidade de intervenções muito imediatas. Então, eu agradeço de público, Mussolini, pela sensibilidade com que você sempre recebeu as nossas dificuldades, pleitos e dúvidas.
E essa diversidade que compõe essa plêiade de pessoas que foram agraciadas nessa noite. Também me cabe fazer um registro [sobre] o valor extraordinário dessas mulheres e homens que aqui receberam o mesmo Colar que eu.
Ao professor Arthur Chioro, nosso ex-ministro que, à frente da Ebserh [Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares], tem feito um trabalho também entendendo as nossas demandas, as demandas do setor hospitalar universitário do Brasil, com uma enorme sensibilidade. Ele sabe exatamente por que eu estou fazendo esse registro. Em breve nós vamos ter a oportunidade de, juntos, inaugurar o grande serviço que vai prestar um serviço grande ao Brasil.
A indústria farmacêutica é, sem dúvida, para nós, médicos e pesquisadores, um interlocutor que, nos meus 44 anos de formada, tem se tornado de grande qualidade. Não tenho a menor dúvida de que hoje nós temos um diálogo de igual para igual.
E eu tive essa oportunidade como presidente da Sociedade de Pneumologia, que fui até recentemente, de ter um contato muito próximo, negociar com a indústria - não é tão fácil, exige uma certa habilidade. Eu até descobri que tinha um talento que eu nem sabia.
Enfim, mostrar que realmente, para um país como o Brasil, com a nossa diversidade, com a nossa exclusão social e com a nossa dificuldade de acesso, é preciso que a indústria seja cada vez mais um interlocutor sensível e que entenda o que a nossa diversidade exige - sobretudo para um país que tem uma coisa extraordinária, o maior serviço de inclusão social do mundo, que é o SUS, que é um comprador, portanto, de grande qualidade.
Sem dúvida, a indústria precisa ser um interlocutor muito privilegiado de todos nós, pesquisadores e médicos.
De modo que eu não seria capaz de aqui resumir a biografia de cada uma dessas personalidades que seguramente têm muito uma trajetória de muito mais obviamente valor do que a minha, que sou uma médica que me dedico, como eu disse, há 44 anos, a tratar pessoas, a fazer pesquisa com pessoas e a orientar, a tentar participar de organismos internacionais representando o Brasil, coisa que eu tenho feito com muito orgulho de ser brasileira.
Eu me sinto profundamente honrada. Cândido Fontoura seguramente é uma inspiração para todos nós. Tendo sido farmacêutico, sendo o nome do hospital pediátrico de grande relevância aqui em São Paulo, de modo que, em nome de todos, tenho a pretensão de agradecer profundamente essa honraria, esse reconhecimento às nossas trajetórias. Muito obrigada
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