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07/07/2026
Sindusfarma lança campanha contra o feminicídio e reforça que denunciar pode salvar vidas
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A cada dia, mulheres perdem a vida por um crime que, na maioria das vezes, poderia ser evitado. O feminicídio, expressão mais extrema da violência de gênero, continua crescendo no país e exige uma resposta que ultrapasse as políticas públicas.

Conscientizar, informar e estimular a denúncia também são formas de proteção. Com esse propósito, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) acaba de lançar um vídeo institucional para ampliar o debate sobre o tema e incentivar a sociedade a romper o silêncio diante da violência contra a mulher.

Disponível em todas as redes sociais da entidade, o vídeo explica o que caracteriza o feminicídio, apresenta dados atualizados sobre essa realidade no Brasil e divulga os principais canais de denúncia. A iniciativa integra o compromisso institucional do Sindusfarma com a promoção da dignidade humana, da diversidade e do respeito à vida.

O cenário brasileiro evidencia a urgência do tema. Segundo o levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a promulgação da Lei do Feminicídio, em 2015, já são mais de 13,7 mil mulheres assassinadas por essa motivação.

O estudo também revela características que reforçam a necessidade de ampliar a conscientização. Cerca de 90% dos feminicídios são cometidos por companheiros ou ex-companheiros e 65% dos assassinatos ocorrem dentro da própria residência da vítima, o que demonstra que o ambiente doméstico, muitas vezes associado à proteção, pode se tornar o principal cenário da violência.

Para o Presidente-Executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, o combate ao feminicídio deve mobilizar toda a sociedade.

"O enfrentamento a esse crime não é pauta só do governo. Empresas e entidades de classe que se dizem comprometidas com as pessoas têm o dever de se posicionar e contribuir para conscientizar a sociedade. Silêncio também é cumplicidade."

Além de apresentar um panorama geral da violência contra a mulher, o vídeo também destaca um recorte importante revelado pelo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. As mulheres negras, pretas e pardas representam 62,6% das vítimas de feminicídio no país, evidenciando que diferentes grupos vivenciam essa violência de forma desigual.

O lançamento da campanha em julho dialoga com um período simbólico de valorização da luta das mulheres, especialmente das mulheres negras. Desde 1992, o mês é referência internacional após o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latinas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. No Brasil, o dia 25 de julho também marca a celebração da resistência, da trajetória e do protagonismo das mulheres negras.

Segundo a consultora de Diversidade do Sindusfarma, Altamira Simões, esse contexto reforça a importância da mobilização coletiva.

"Neste mês de julho, o Sindusfarma une sua voz à das mulheres, com destaque para as mulheres negras, que registram os maiores índices de violência doméstica, em uma corrente contra o feminicídio. Juntos, precisamos proteger, acolher, denunciar e combater toda forma de violência."

Ao levar esse tema para seus canais institucionais, o Sindusfarma reafirma que combater a violência contra a mulher também passa pela informação, pela conscientização e pelo engajamento de empresas, instituições e cidadãos. Reconhecer os sinais, apoiar as vítimas e denunciar situações de risco são atitudes que podem interromper ciclos de violência e preservar vidas.

Em casos de violência contra a mulher ou risco de feminicídio:

Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher. Canal gratuito para orientação, acolhimento e denúncias.

Ligue 190 - Polícia Militar. Utilize em situações de emergência ou quando houver risco imediato à vida.

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