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07/07/2026
ARTIGO: Tereza de Benguela e a luta pelo Bem-Viver

Julho é um mês de mobilização em torno da valorização, da resistência e do protagonismo das mulheres negras. Esse movimento ganha ainda mais força no dia 25 de julho, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela. A data convida à reflexão sobre a promoção da equidade, a garantia de direitos e o enfrentamento às diferentes formas de violência que ainda atingem essas mulheres de maneira desproporcional.

No artigo "Tereza de Benguela e a luta pelo Bem-Viver", a Consultora de diversidade do Sindusfarma, Altamira Simões, resgata a trajetória de mobilização das mulheres negras na América Latina e no Brasil, destaca o significado do conceito de bem-viver e reforça a urgência do enfrentamento à violência de gênero, especialmente contra as mulheres negras. O texto também evidencia o compromisso do Sindusfarma com essa causa e convida toda a sociedade a refletir sobre seu papel na construção de um futuro mais seguro e igualitário. 

Leia o artigo na íntegra:


Tereza de Benguela e a luta pelo Bem-Viver

Por Altamira Simões*

O mês de julho passou a ser referência para as mulheres negras desde 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latinas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana. Os objetivos desse encontro foram o debate de táticas para o enfrentamento às opressões que estruturam a sociedade, a organização política e o destaque para o protagonismo das mulheres negras. No Brasil, o dia 25/07 passou a ser reconhecido, através da Lei nº 12.987/2014, levando o nome de Tereza de Benguela, liderança do Quilombo do Quariterê, no Mato Grosso.

Para as mulheres negras, o dia 25/07 é um dos marcos referenciais para o fortalecimento, articulação e mobilização para a luta pelo bem-viver. Se o Brasil não é um país seguro para as mulheres, e se essa mulher for negra, seu corpo acumula inúmeros marcadores que a expõem a vulnerabilidades e violências.

De Santo Domingo até aqui, as Mulheres Negras já organizaram duas Marchas Nacionais, em 2015 e 2025, tendo como tema a luta pelo bem-viver. As mulheres negras clamam: “Parem de nos matar!”. Para as mulheres negras a preservação da vida, o acesso aos diretos, acesso às políticas públicas, como saúde, educação, emprego e renda, moradia e lazer são essenciais para o bem viver, e constituem pautas inegociáveis.

Neste mês de julho, o Sindusfarma une sua voz à das mulheres, com destaque para as mulheres negras, que registram os maiores índices de violência doméstica, em uma corrente contra o feminicídio. Juntos, precisamos proteger, acolher, denunciar e combater toda forma de violência. O enfrentamento à violência contra as mulheres é uma luta de toda a sociedade, é uma luta de todos nós.

*Altamir Simões, consultora de diversidade do Sindusfarma

 

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