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A sustentabilidade do sistema de saúde público e privado pode ser alcançada, em grande medida, pelo uso de plataformas e tecnologias digitais que permitem a unificação, a padronização e o intercâmbio de dados de todos os usuários desses sistemas, com ganhos de eficiência operacional e agilidade. Exemplos de iniciativas desse tipo foram apresentadas na 3ª Cúpula Brasileira de Inovação em Saúde.
O presidente executivo do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Nigro, apresentou o caso da plataforma que unifica os dados dos pacientes entre todas as unidades do hospital, batizada de HealthLake.
“Temos todas as gerações de dados das áreas, em um mesmo local e num padrão internacional, possibilitando a extração de dados que se transformam em dashboards, a fim de agilizar os processos de agendamento de consultas e cirurgia. Desta forma, melhoramos a eficiência operacional e a experiência dos pacientes, com jornadas mais curtas, eficazes e assertivas”, disse Nigro. “Ter todos os dados dos pacientes em um único espaço, com acesso de qualquer local, dá maior agilidade aos processos e a vida desse paciente é impactada para melhor”.
A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, destacou que a criação da secretaria já é uma sinalização da importância do tema dentro da pasta do Ministério da Saúde.
"Queremos ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, inclusive as especialidades e nos locais mais remotos, a fim de garantir a continuidade do cuidado para cada usuário do sistema de saúde. Queremos que a Dona Rosa faça um exame em Manaus e um teste em uma farmácia em Minas Gerais, não importa o local, mas é importante que essa paciente tenha acesso a todos seus dados onde quer que esteja”, disse Ana Estela.
Para tal, a secretaria destacou o aplicativo ‘Meu SUS Digital’, que pode ser baixado gratuitamente e é a porta de acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma digital. A ferramenta permite que os pacientes acompanhem todo o seu histórico clínico e acesse soluções digital.
Leonardo Gross, especialista em Saúde Digital na Genki, também destacou a importância da convergência de dados dos pacientes. “É importante essa integração de prontuários e dados de saúde, pois gera insights na relação entre paciente e cuidador, e melhora a tomada de decisão nos tratamentos”.
Ana Estela elogiou a iniciativa do Sindusfarma, RBIF e Biominas para fomentar um tema de suma importância para a saúde dos brasileiros. “Eventos como esse são a oportunidade de trocar experiencias e fazer com que os outros setores conheçam o Ministério da Saúde e o SUS, bem como temos a chance de conhecer como o setor privado está caminhando para interagirmos melhor em prol do desenvolvimento da saúde no país”, disse a secretária.
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Notícia atualizada em 18/09/2024 às 13h
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